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Política

Lula defende Moraes e acusa Eduardo Bolsonaro de ‘terrorismo’

De acordo com a PGR, deputado responde a inquérito no STF por coação e tentativa de obstrução de Justiça por tentativas de persuadir os EUA a impor sanções a ministros da Corte 

ia samy

Lula
54565816883_df325c3e50_k Ricardo Stuckert/PR

Nesta terça-feira (3), o presidente Lula fez duras críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro, acusando-o de realizar “terrorismo” nos Estados Unidos e de se submeter à influência de Donald Trump. Durante sua fala, Lula também defendeu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e enfatizou que a interferência de nações estrangeiras nas decisões da Corte brasileira é inaceitável. Eduardo Bolsonaro está sob investigação por supostas tentativas de persuadir os EUA a impor sanções a membros do STF.

Lula expressou sua indignação ao afirmar que é inaceitável que um parlamentar brasileiro busque a intervenção dos Estados Unidos nas questões internas do Brasil. Ele classificou essa atitude como um “ataque terrorista, antipatriota”, ressaltando a gravidade de um deputado convocar outro país para se envolver em assuntos nacionais. O presidente também criticou a ideia de que líderes estrangeiros possam opinar sobre as decisões judiciais de uma nação soberana.

“O Brasil vai defender seu ministro (Moraes) e a Suprema Corte. É lamentável um deputado brasileiro, filho do ex presidente, estar lá para convocar os EUA para se meter nas políticas internas do Brasil. É isso que é grave, um ataque terrorista, antipatriota. O deputado renuncia a seu mandato para lamber as botas do Trump”, afirmou Lula, em coletiva.

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Em um contexto mais amplo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, recentemente anunciou novas restrições de visto para autoridades estrangeiras que censuram cidadãos americanos. Embora não tenha mencionado diretamente o nome de Moraes, suas declarações sugerem a possibilidade de sanções direcionadas ao ministro do STF, o que intensifica o debate sobre a autonomia do Judiciário brasileiro.

“É inadmissível que o presidente de qualquer país do mundo dê palpite sobre a decisão da Suprema Corte de um outro país. Os EUA têm que entender que respeito à integridade de outros países é muito importante. Nenhum país pode ficar se intrometendo na vida do outro, querendo punir o outro país. Isso não tem cabimento”, afirmou o petista.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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