JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal Jovem Pan | 20h00 - 22h30
Política

Advogado de Bolsonaro diz que arma apreendida no nome do ex-presidente estava em manutenção

Nesta terça-feira (23), o ex-capitão da reserva prestou depoimento para esclarecimentos sobre o equipamento encontrado em uma blitz de rotina na semana passada

Jovem Pan

Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro Marcelo Camargo/Agência Brasil

Paulo Cunha Bueno, o advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse nesta nesta terça-feira (23) que Bolsonaro esclareceu todas as questões sobre a arma registrada no nome do ex-capitão da reserva e que o equipamento apreendido com um segurança do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz em Taguatinga (DF) estava com segurança para “manutenção”. A oitiva aconteceu às 15h.

Segundo Bueno, a arma realmente deveria estar custodiada na casa de Bolsonaro. Porém, ao detectar um problema no equipamento, ele solicitou que fosse levado para concerto. “Ao manusear, o presidente constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual prolema”, escreveu.

O advogado disse ainda que em momento algum “houve intuito de descumprir qualquer determinação legal “. “Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do DF, seja, em breve, arquivado”, finalizou.

Moraes autoriza depoimento

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que os advogados de Bolsonaro acompanhem o depoimento e que se reunissem com o ex-presidente a partir das 14h desta terça para a preparação. Pela regra da prisão domiciliar, a defesa tem permissão para visitas diárias limitadas a 30 minutos, mas Moraes abriu uma exceção para o procedimento desta terça-feira.

A arma apreendido estava no assoalho de um veículo oficial conduzido por um servidor do GSI. Inicialmente, o condutor afirmou que a arma era sua, mas, após a verificação de que não havia registro em seu nome, declarou que o dispositivo pertencia a Bolsonaro e ficava guardado no automóvel.

Após o episódio, Moraes solicitou esclarecimentos sobre o motivo de Bolsonaro manter uma arma e carregador em casa durante a prisão domiciliar. O magistrado também questionou por que o reparo foi solicitado próximo ao fim do período de 90 dias da custódia temporária.