Após reunião com Lula, PT decide disputar governo de MG com candidatura própria
O Partido dos Trabalhadores definiu nesta quarta-feira (24) que terá candidato próprio na disputa pelo Governo de Minas Gerais em 2026. A decisão foi consolidada durante uma reunião em Brasília que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dirigentes partidários e parlamentares da legenda ligados ao estado.
A definição ocorre após meses de discussões internas sobre qual seria a melhor estratégia eleitoral para Minas, um dos maiores colégios eleitorais do país e considerado peça fundamental nos planos do PT para a próxima eleição presidencial. A possibilidade de apoiar um nome de outra sigla chegou a ser analisada, mas perdeu força diante das dificuldades de construção de um consenso entre os partidos da base governista.
Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que a ausência de um candidato competitivo capaz de unificar o campo aliado acelerou a decisão de lançar uma candidatura própria. A avaliação é de que o partido precisa assumir o protagonismo na disputa estadual e construir um palanque robusto para dar sustentação ao projeto de reeleição de Lula.
Apesar da definição estratégica, o PT ainda não escolheu quem será o nome da legenda na corrida ao Palácio Tiradentes. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, aparece entre os nomes mais lembrados por lideranças do partido, embora a direção petista afirme que a discussão sobre a candidatura ainda está em fase inicial.
A decisão também representa uma mudança de postura em relação às articulações realizadas ao longo dos últimos meses. Com a retirada de possíveis alternativas externas que poderiam liderar uma chapa de centro-esquerda em Minas, o partido passou a defender internamente a necessidade de apresentar um candidato identificado diretamente com o projeto petista.
A expectativa agora é que as conversas avancem nas próximas semanas para definir o nome que representará a legenda e conduzirá as negociações de alianças para a eleição de 2026. Minas Gerais é vista pela direção nacional do PT como um estado estratégico não apenas para a disputa local, mas também para a construção da campanha presidencial do próximo ano.