A um ano do Mundial, Brasil aposta em ‘legado da Copa’ para o crescimento do futebol feminino
Em um ano, o Brasil vai estar em festa. Pelo menos é isso que se espera, já que em 24 de junho de 2027 vai começar a Copa do Mundo Feminina no Brasil. Pela primeira vez na história, o torneio, que está em sua 10ª edição, será realizado na América do Sul. A promessa é que essa seja a maior edição da competição.
Enquanto os olhares se voltam para a Copa do Mundo Masculina, que está sendo disputada no Canadá, Estados Unidos e México, aqui no Brasil há quem está trabalhando para fazer com que a promessa seja cumprida. O Cristo Redentor já entrou no clima, ficou verde e amarelo para dar início a contagem regressiva.
Em entrevista a CBF TV, Aline Pellegrino, gerente de Competições Femininas da Confederação Braisleira de Futebol (CBF), destaocou a importância do evento. “É importante neste momento de mudanças da sociedade, no reconhecimento do espaço da mulher… O quanto essa Copa vai também para o lado social, uma sociedade mais igualitária”.
Durante esta quarta, houve ações nas cidades-sede e um evento em Miami para o lançamento da competição, algo que passou despercebido pelo público devido à falta de divulgação.
A um ano da competição, o futebol feminino brasileiro tem apresentado evoluções: hoje há mais campeonatos, investimento e benefícios para as atleta, que foram apresentados pela Confederação Brasileira de Futebol na virada de 2025 para 2026.
Segundo o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, o governo prevê um gasto de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão. O dinheiro será destinado em operação da Copa e com infraestrutura de legado para o desenvolvimento do futebol feminino. A quantida, entretanto, é inferior ao que foi investido no masculino, em 2014, quando o governo gastou R$ 30 milhões. A Fifa, por sua vez, prometeu mais de R$ 4,2 bilhões (cerca de US$ 800 milhões). Segundo Cordeiro, a razão para o gasto menor é porque as existência das arenas reduziram o invetmento.
Apesar de estarem prontos, seis dos oito estádio vão precisar passar por reforma e implementar o gramado híbrido, com a costura de fibras sintéticas para melhorar a qualidade do piso. Maracanã e Arena do Corinthians serão os únicos que não vão precisar fazer essa implementação.
Lei Geral da Copa
Além dos gastos previstos que serão custeados, o Governo Federal sancionou a Lei Geral da Copa. A nova legislação reúne as medidas necessárias para a organização do maior evento esportivo feminino do planeta, assegura condições para a recepção de atletas, delegações e torcedores e reforça o compromisso do Governo do Brasil com a promoção da igualdade de gênero no esporte.
A nova lei também autoriza o pagamento de R$ 500 mil para cada jogadora da seleção feminina que conquistou a medalha de bronze no Torneio Internacional Feminino da FIFA de 1988 e participou da Copa do Mundo Feminina de 1991. A medida reconhece a contribuição histórica das atletas pioneiras, que abriram caminho para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil.
Brasil sede
O Brasil oficializou sua candidatura para sediar a Copa do Mundo de 14 de abril de 2023. Em maio de 2024, o país foi escolhido como sede da competição durante votação da Federação Internacional de Futebol (Fifa).
O torneio vai contar com 32 seleções, última vez que terá essa quantidade de participantes, já que a partir de 2031 vão ser 48 seleções. A competição vai ser realizada em oito estados, sendo eles:
- Belo Horizonte – Estádio do Mineirão
- Brasília – Estádio Nacional
- Fortaleza – Arena Castelão
- Porto Alegre – Estádio Beira-Rio
- Recife – Estádio de Pernambuco
- Rio de Janeiro – Maracanã
- São Paulo – Arena Corinthians
- Salvador – Arena Fonte Nova
Além do Brasil, outras 13 seleções já estão classificadas:
- Alemanha
- Argentina
- Austrália
- China
- Colômbia
- Coreia do Sul
- Coreia do Norte
- Dinamarca
- Espanha
- Filipinas
- França
- Japão
- Nova Zelândia
Competição começa no dia 24 de junho e vai até 25 de julho.