Altman diz que IA será vendida como eletricidade
O modelo descrito por Altman funciona por tokens, as unidades computacionais que modelos de IA usam para processar pedidos. Em vez de licenças de software, usuários pagam pelo volume de processamento consumido. Uma pergunta simples custa poucos tokens. Um agente autônomo rodando por horas custa mais. Treinamento de modelos grandes custa significativamente mais. A lógica é a mesma de quilowatt-hora para energia elétrica.
Nessa economia, o recurso mais importante não é software. É capacidade de computação, que vem de GPUs, chips de IA, data centers de grande escala e fornecimento de energia. Se as empresas não conseguirem construir infraestrutura rápido o bastante, Altman disse que duas coisas acontecem: preços de IA disparam e o acesso se torna restrito.
Corrida por infraestrutura e energia
Empresas de tecnologia já gastam centenas de bilhões de dólares para expandir infraestrutura de IA. Lisa Su, presidente da AMD, declarou recentemente que o mundo pode precisar de 10 yottaflops de capacidade computacional nos próximos cinco anos, algo como 10 mil vezes mais do que existia em 2022.
Data centers de grande porte consomem eletricidade equivalente a cidades pequenas. Elon Musk disse que a geração de energia elétrica pode se tornar o maior limite para o crescimento da IA. Países que não construírem infraestrutura energética suficiente podem ficar para trás na corrida. Dentro das empresas, o cenário reflete a escassez: engenheiros competem por acesso a GPUs e alguns candidatos a vagas já perguntam sobre orçamento de computação durante entrevistas, junto com salário e participação acionária.
A economia de IA pode não se parecer com a indústria de software. Pode se parecer com a de serviços públicos. Usinas geram eletricidade, sistemas hídricos fornecem água, data centers de IA fornecem inteligência. Nesse cenário, as empresas mais valiosas não vão apenas construir modelos melhores. Vão construir a infraestrutura que alimenta a inteligência.
Fonte: Sam Altman no BlackRock Infrastructure Summit (março de 2026); Lisa Su, AMD; Elon Musk.