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Richarlison expõe disputa judicial de mansão que teve Flávio Bolsonaro arrolado como testemunha

Jogador compartilhou vídeo de advogada que contava sobre imbróglio envolvendo um imóvel localizado em Ilha Comprida, em Angra dos Reis

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Uruguai x Brasil no Estádio Centenário em Montevidéu pela quarta rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022.
Richarlison disse ter pago em torno de R$ 10 milhões em imóvel que foi 'tomado' Lucas Figueiredo/CBF

O jogador Richarlison expôs nesta quarta-feira (1º) uma disputa judicial de uma mansão localizada em Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O atleta comentou uma publicação, posteriormente apagada, que contava sobre o imbróglio envolvendo o imóvel e apresentava explicações sobre direito imobiliário. O atacante chegou ainda a compartilhar a postagem nos stories do Instagram e marcou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na publicação, Richarlison comentou ter gasto “em torno de R$ 10 milhões” com a mansão de Ilha Comprida. “E, simplesmente me tomaram. E, estou até hoje sem receber a minha grana”, acrescentou o jogador.

Em 2020, o imóvel foi comprado pela empresa Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda, pertencente a Renato Veloso, ex-empresário de Richarlison. No entanto, dois anos depois, uma decisão liminar transferiu a posse o imóvel a WT Administração de Imóveis e Bens S/A, pertencente ao advogado Willer Tomaz.

A mansão em Ilha Comprida pertenceu até 1983 à cantora Clara Nunes. Três anos depois, a posse do imóvel foi vendida à empresa M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda. Terremos em ilhas localizadas em território brasileiro pertencem à União, responsável por conceder a outorga de posse.

Em 2022, os representantes dos espólios dos antigos donos da M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda reivindicaram a posse do imóvel em Ilha Comprida. Assim, a 2ª Vara Cível da Comarca de Angra dos Reis acolheu o pedido e determinou a reintegração da posse da mansão.

À Justiça, Tomaz explicou ainda que a sua empresa firmou um “contrato de sub-rogação” com a M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Ltda e tornou-se credora.

Durante a tramitação do processo, conforme informou a assessoria do senador, Flávio foi arrolado como testemunha pela Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda. A equipe do parlamentar explicou que ele não foi “parte da ação judicial” nem “possui qualquer vínculo com o imóvel”. Leia a íntegra abaixo.

Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ratificou a decisão proferida anteriormente pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que reconheceu o direito de posse de Tomaz sob o imóvel.

A Jovem Pan solicitou uma nota ao escritório de advocacia de Willer Tomaz, mas não foi enviada até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

Leia a íntegra da nota da assessoria de Flávio Bolsonaro

“É importante deixar claro que Flávio Bolsonaro nunca foi parte da ação judicial. O senador não comprou, vendeu, intermediou e nem possui qualquer vínculo com o imóvel em questão, tentar associá-lo é factualmente infundado e eleitoralmente motivado. O senador, na época do pleito, foi arrolado apenas como testemunha pela empresa do atleta que chegou a ter posse do imóvel. O processo entre proprietário e possuidor foi encerrado na Justiça e, nesse caso, cabe aos respectivos envolvidos qualquer manifestação”.