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Thiago Uberreich

Missão de parar Haaland será de Gabriel Magalhães, acostumado a ‘perseguir’ o norueguês

Brasileiro do Arsenal já travou duelos com o camisa nove do City, na Inglaterra

Thiago Uberreich

Jogador da Noruega, Haaland comemora gol contra o Iraque em partida da fase de grupos da Copa do Mundo 2026
Jogador da Noruega, Haaland comemora gol contra o Iraque em partida da fase de grupos da Copa do Mundo 2026 Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

A Noruega não fez uma boa apresentação contra a Costa do Marfim, mas se credenciou para enfrentar o Brasil nas oitavas de final da Copa. A vitória por 2 a 1, apesar de magra, premiou o futebol mais eficiente da Noruega. Já os africanos fizeram uma boa partida, perderam chances, pecando nas finalizações. Agora, a seleção brasileira tem o desafio de enfrentar uma equipe que é expert nas jogadas aéreas, principalmente com o gigante Haaland.

Gabriel Magalhães, do Arsenal, está acostumado a enfrentar o jogador do City. Certamente, Ancelotti vai armar um esquema de bloqueio, mas bola na área é sempre preocupante para a defesa brasileira. Quem não se lembra da eliminação para a Holanda em 2010?

Uma das saídas para superar a equipe europeia, no domingo, em Nova Jersey, é insistir nas jogadas pela esquerda com Vini Jr. Na partida da Noruega contra os marfinenses, o setor ficou muitas vezes exposto à velocidade dos adversários.

As duas seleções farão o segundo confronto em Copas. Em 1998, a Noruega levou a melhor na terceira rodada da fase de grupos:

BRASIL 1 × 2 NORUEGA – Marselha – 23.06.1998

  • Brasil: Taffarel; Cafu, Gonçalves, Júnior Baiano e Roberto Carlos; Dunga, Leonardo, Denilson e Rivaldo; Ronaldo e Bebeto.
  • Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo.
  • Noruega: Grodås; Berg, Eggen, Johnsen e Bjornebye; Havard Flo (Solskjaer), Strand (Mykland), Rekdal e Leonhardsen; Riseth (Jostein Flo) e Tore Andre Flo.
  • Técnico: Egil Olsen.
  • Árbitro: Esfandiar Baharmast (Estados Unidos).
  • Gols: Bebeto (33), Tore Andre Flo (38) e Rekdal (44) no segundo tempo.
  • Público: 55.000.

A equipe nacional não perdia uma partida de primeira fase desde 1966, na Inglaterra. O retrospecto não é bom, pois a Noruega é a única seleção que o Brasil enfrentou mais de uma vez e jamais venceu: 4 jogos, 2 derrotas e 2 empates. O destaque negativo será a ausência de Paquetá que, provavelmente, não volta mais na Copa.

Nesta terça-feira, a França deu um “espetáculo comovente”, como destacou o L’Équipe em manchete. A equipe mais técnica do mundial passou pela Suécia, 3 a 0, em Nova Jersey. Barcola abriu o placar e Mbappé, com atuação de gala, fez dois e já tem 17 gols em Copas, dois a menos do que Messi. O técnico substituiu o camisa dez na reta final da partida e Deschamps fez um gesto de “reverência”, assim que o jogador deixou o gramado.

O treinador se diz orgulhoso da seleção. Não vai ser fácil segurar os franceses rumo à finalíssima. O Paraguai, que eliminou a Alemanha, será o adversário nas oitavas de final.

No Azteca, o México não deixou o Equador jogar e venceu a partida por 2 a 0, placar construído no primeiro tempo. A torcida local deu um show à parte e comemorou a classificação para as oitavas. Os donos da casa chegaram ao quarto resultado positivo na Copa e ainda não sofreram gols.

Nas definições de hoje, destaque para ingleses, belgas e os norte-americanos. Apesar de ser o mundial mais inchado da história, temos visto excelentes partidas. Que continue assim.

13h – Inglaterra x Congo – Atlanta
17h – Bélgica x Senegal – Seattle (Estados Unidos)
21h – Estados Unidos x Bósnia – San Francisco (Estados Unidos)