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Prefeito no Panamá diz que colocou rastreadores em doações para Venezuela

Segundo Mayer Mizaechi, o objetivo era garantir aos voluntários que se mobilizaram que as doações chegaram ao país

Fernando Keller*

Prefeito da Cidade do Panamá mostra AirTag e localização de doações na Venezuela
Ainda segundo Mizaechi, os rastreadores correspondem a 40 toneladas de ajuda enviada Reprodução/X

O prefeito da Cidade do Panamá, Mayer Mizeachi, anunciou em suas redes sociais, no dia 30 de junho, que colocou rastreadores na ajuda humanitária que o país fez à Venezuela, após os fortes terremotos que atingiram o território.

As localizações dos rastreadores do tipo AirTag aparecem no vídeo do prefeito. Ele mostra que dois estão na região de La Guaira, mais afetada pelos terremotos. Um deles aparece em Maturín, que fica a 531 km do centro da tragédia.

Segundo Mizaechi, o objetivo de colocar os rastreadores era garantir aos voluntários que se mobilizaram que as doações chegariam à Venezuela.

“O mínimo que podia fazer era garantir para todos, com um pouquinho de tecnologia, que efetivamente suas doações chegaram à Venezuela”Prefeito Mayer Mizeachi

Ainda segundo Mizaechi, os rastreadores correspondem a 40 toneladas de ajuda enviada, e que mais seriam deslocadas ao país nos próximos dias.

O prefeito do distrito publicou no último domingo (5) que mais 17 toneladas foram enviadas. Mizrachi agradeceu o esforço do governo federal e a iniciativa privada em reunir recursos para serem enviados à Venezuela.

Três mil mortos

Um novo boletim divulgado pelo governo venezuelano no domingo (5) atualizou o número de mortos para 3.342 e aponta mais de 16.700 feridos, após os terremotos que atingiram o país no dia 24 de junho. Mais de 150 corpos sem identificação foram enterrados em uma longa fileira de valas individuais no cemitério La Esperanza, em La Guaira, estado mais afetado da Venezuela.

Cada enterro de pessoa não identificada, em uma área afastada do cemitério, é marcado por um pequeno buquê de flores aos pés de uma austera cruz branca, com uma placa com a inscrição “Identificação especial” e a data do falecimento, 24 de junho de 2026.

No sábado (4), o Ministério das Comunicações da Venezuela havia informado um balanço de 2.954 mortos e 16.592 feridos. Com o novo balanço, o número de mortes cresce em 388 pessoas. Porém, ainda não há uma previsão de quanto será a quantidade total de pessoas encontradas até o final das buscas.

Os dois potentes tremores provocaram o desabamento de prédios em Caracas e devastaram o estado vizinho de La Guaira, onde moradores ainda tentam recuperar os corpos de seus entes queridos, soterrados sob os escombros.

*Com informações da AFP