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Finanças da seleção: quanto a CBF perde de dinheiro com a eliminação do Brasil na Copa

A queda precoce nas oitavas de final frustrou o hexacampeonato e custou dezenas de milhões aos cofres da entidade máxima do futebol nacional

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Volante da Seleção Brasileira Casemiro
Financeiramente, o impacto esportivo foi imediato MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A resposta exata para quanto a CBF perde de dinheiro com a eliminação do Brasil na Copa de 2026 é puramente estatística: a entidade deixou de faturar até US$ 35 milhões (cerca de R$ 180 milhões) em bonificações. Ao ser derrotada pela Noruega por 2 a 1 e cair nas oitavas de final, a equipe estagnou na faixa de premiação intermediária da Fifa. Com isso, a confederação retorna com um prêmio de US$ 15 milhões pelo desempenho esportivo, somados a US$ 10,5 milhões em taxas de preparação e participação, totalizando US$ 25,5 milhões de repasse bruto (aproximadamente R$ 131,8 milhões na cotação atual).

O peso da queda nas oitavas de final

A eliminação precoce, marcada pelos gols do atacante Erling Haaland, representa a primeira vez desde o Mundial de 1990 que o Brasil não avança para as quartas de final. Financeiramente, o impacto esportivo foi imediato. Caso a equipe comandada por Carlo Ancelotti tivesse superado a seleção norueguesa, o prêmio de performance saltaria automaticamente para US$ 19 milhões, garantindo pelo menos US$ 4 milhões a mais nos cofres da confederação.

Além da perda das cotas de avanço, a entidade ainda precisará arcar com penalidades disciplinares impostas pela Fifa. Durante os quatro jogos disputados no torneio norte-americano, os jogadores brasileiros acumularam oito cartões amarelos. O regulamento prevê uma multa de 10 mil francos suíços por advertência, o que forçará a CBF a desembolsar cerca de R$ 517 mil em punições.

Ranking de premiações da Fifa em 2026

A edição sediada por Estados Unidos, Canadá e México estabeleceu um novo recorde financeiro, distribuindo US$ 727 milhões entre as 48 equipes. O montante absoluto representa um aumento de 50% em relação ao torneio do Catar em 2022. Abaixo, detalhamos a lista oficial com a divisão dos prêmios baseados na classificação final:

Top 5 premiações do Mundial

  1. Campeão: US$ 50 milhões (R$ 258,5 milhões)
  2. Vice-campeão: US$ 33 milhões (R$ 170 milhões)
  3. Terceiro lugar: US$ 29 milhões (R$ 150 milhões)
  4. Quarto lugar: US$ 27 milhões (R$ 139 milhões)
  5. Quartas de final: US$ 19 milhões (R$ 98 milhões)

Nota: As equipes eliminadas nas oitavas de final, como o Brasil (9º ao 16º lugar), garantiram US$ 15 milhões pelo desempenho esportivo.

Divisão do prêmio e o fim da era Neymar

O repasse financeiro conquistado pela campanha não fica restrito aos caixas da confederação. Antes mesmo do embarque para o torneio, um acordo interno definiu que o montante final seria fatiado. Do valor líquido destinado à delegação brasileira, 70% do dinheiro será dividido igualmente entre os jogadores convocados. Os 30% restantes serão distribuídos entre a comissão técnica e o estafe de apoio.

O revés diante da seleção europeia também carrega um forte peso institucional e esportivo para o futuro. O único gol brasileiro na partida foi marcado de pênalti por Neymar, que sinalizou sua aposentadoria do futebol de seleções após o apito final. A provável saída do camisa 10 encerra um ciclo comercial altamente lucrativo para a marca da equipe nacional ao longo da última década.

O fracasso esportivo na América do Norte obriga a confederação a recalcular sua rota técnica e financeira. Sem o título e com uma fatia menor do bolo de prêmios da Fifa, a Seleção Brasileira precisará iniciar uma reconstrução completa visando o Mundial de 2030, lidando com a urgência de encerrar um jejum de títulos mundiais que completará 28 anos.