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Número de profissionais com ensino superior cresce 75% em SP e atinge recorde

Com desemprego em 3,1%, grupo registra a menor taxa em 12 anos; rendimento médio supera em 156% o de trabalhadores com ensino médio

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Sala de aula
Sala de aula Sam Balye/Unsplash

O mercado de trabalho para profissionais com ensino superior no estado de São Paulo tem registrado um crescimento expressivo na última década. Segundo dados divulgados pelo Governo de São Paulo, baseados em levantamentos do IBGE, o número de empregados com graduação cresceu mais de 75% entre 2012 e 2025. No mesmo período, o total de ocupados no estado, somando todas as escolaridades, avançou 18%.

Em 2025, o estado alcançou a marca de 7,4 milhões de profissionais graduados atuando no mercado. O volume é o maior registrado nos últimos 13 anos e representa o maior contingente entre todas as unidades da Federação. De acordo com a administração paulista, a proporção de trabalhadores com diploma superior chegou a 30% do total de ocupados em São Paulo (o maior índice desde 2012), superando a média nacional, que fechou em 24%.

Queda no desemprego e alta remuneração

O cenário também reflete uma redução na desocupação desse público. O número de desempregados com graduação caiu para 240 mil no ano passado, o menor patamar desde 2014. Com isso, a taxa de desemprego do grupo fechou 2025 em 3,1%, a mais baixa em 12 anos e inferior à média geral do estado (5%).

Em relação aos salários, o diploma universitário continua garantindo uma vantagem expressiva. O rendimento médio mensal desses profissionais em São Paulo foi de R$ 7.669, valor 10% superior à média nacional para o mesmo grupo (R$ 7.001).

Os números mostram que a diferença salarial dentro do próprio estado é ainda mais acentuada quando comparada a outros níveis de instrução. Um profissional com ensino superior em São Paulo ganha, em média:

  • 156% a mais do que empregados com ensino médio (R$ 2.997);
  • 220% a mais do que trabalhadores com ensino fundamental (R$ 2.400).

O rendimento geral médio no estado, englobando todos os níveis de escolaridade, ficou em R$ 4.291 em 2025.

Informalidade em baixa

A pesquisa também aponta que a escolaridade impacta diretamente no tipo de vínculo empregatício. A taxa de informalidade entre os graduados paulistas foi de 17,8% no último ano, a menor entre todos os graus de instrução e o índice mais baixo para o grupo desde 2019.

Para efeito de comparação, a informalidade geral no estado atingiu 29%. No panorama nacional, a taxa de trabalho informal entre os profissionais com ensino superior é de 19,3%, enquanto a média geral do país chega a 38,1%.

Serviços de apoio e qualificação

Para o trabalhador que busca inserção ou recolocação no mercado, o governo estadual mantém plataformas e unidades de atendimento focadas em vagas e qualificação profissional. As principais iniciativas disponíveis ao público incluem:

  • Portal Trampolim: Uma plataforma digital gratuita gerida pelo estado que centraliza vagas de emprego e currículos. O sistema cruza o perfil dos candidatos com as exigências dos empregadores. Acesse o portal.
  • Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs): Unidades físicas espalhadas por diversos municípios que oferecem serviços de intermediação de mão de obra e orientação, sem a necessidade de deslocamento para a capital. Consulte os endereços.
  • Qualifica SP: Programa que reúne cursos de formação gratuitos (presenciais e online), divididos em modalidades como Meu Primeiro Emprego e Novo Emprego. Há também formações temáticas, como Ela Empreende! e IA para Todos. Saiba mais.
  • Caminho da Capacitação: Iniciativa do Fundo Social de São Paulo que utiliza unidades móveis para levar cursos profissionalizantes nas áreas de gastronomia, tecnologia, beleza e moda diretamente a regiões com menor oferta de formação. Veja as opções.

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