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‘O Brasil não é um problema para os EUA’, diz Geraldo Alckmin

Em meio à ameaça de Trump de impor altas taxas aos produtos brasileiros, presidente em exercício defende que a decisão não é justa, uma vez que as exportações americanas para o Brasil têm uma tarifa média de 2,7%

Victor Trovão

Geraldo Alckmin
Cerimônia de Posse do Ministro Alexandre Padilha no cargo de Ministro de Estado da Saúde e Gleisi Hoffmann no cargo de Ministra de Estado da Secretaria de Relações Institucionais Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, expressou sua insatisfação com a decisão do governo de Donald Trump de impor tarifas de importação ao Brasil. Durante um evento organizado pelo jornal Valor Econômico na última segunda-feira (24), Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, destacou que essas medidas podem ter um impacto negativo no comércio brasileiro. Ele argumentou que o Brasil não representa uma ameaça econômica para os Estados Unidos e lamentou a decisão do país norte-americano de adotar tais tarifas. Alckmin sugeriu que uma política de cotas para as exportações brasileiras poderia ser uma solução mais justa e benéfica para ambos os países.

Alckmin enfatizou a importância de o Brasil buscar todas as oportunidades de negócios, não apenas com os Estados Unidos, mas também com outras nações. Ele defendeu uma abordagem de “ganha-ganha” nas negociações internacionais, onde ambos os lados possam se beneficiar. O vice-presidente destacou que as exportações americanas para o Brasil enfrentam uma tarifa média de 2,7%, e que impor tarifas elevadas sobre produtos brasileiros seria uma medida injusta. No entanto, ele reconheceu a necessidade de aguardar os anúncios do governo Trump para compreender melhor as taxas que serão aplicadas ao Brasil.

Além das questões comerciais, Alckmin propôs a exclusão dos preços de alimentos e energia do cálculo da inflação, sugerindo que o Banco Central deveria considerar essa medida. Ele previu uma queda nos preços dos alimentos em 2025, o que poderia beneficiar a economia brasileira. Alckmin também destacou a expectativa de um crescimento de quase 10% na safra deste ano, o que poderia impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) do país. No ano anterior, a indústria contribuiu significativamente para o crescimento do PIB, com a indústria de transformação crescendo 3,8%.

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Alckmin também abordou o impacto dos juros sobre a dívida pública e propôs medidas heterodoxas para combater a inflação de alimentos, incluindo a valorização do câmbio. Ele acredita que essas medidas podem ajudar a estabilizar a economia e promover um crescimento sustentável. O vice-presidente destacou a importância de políticas econômicas que possam mitigar os efeitos negativos das tarifas de importação e fortalecer a posição do Brasil no cenário internacional.

*Com informações de Marília Ribeiro 

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*Reportagem produzida com auxílio de IA