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Partido que defende ruptura gradual com a Dinamarca vence as eleições na Groenlândia

Coalizão de centro-direita desbancou a centro-esquerda na ilha; eleição atraiu atenção internacional, especialmente após as declarações polêmicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

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O presidente do Demokraatit, Jens-Frederik Nielsen (C), comemora durante a festa eleitoral do Demokraatit no café Killut, em Nuuk
GREENLAND Election party at the Demokraatit party Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/AFP

Nesta terça-feira (11), o partido Democratas, de oposição centro-direita, venceu as eleições parlamentares de Groenlândia. A ilha, com seu vasto território de 2 milhões de quilômetros quadrados, abriga uma população de apenas 56 mil pessoas. A eleição atraiu atenção internacional, especialmente após as declarações polêmicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que durante seu mandato manifestou interesse em controlar ou até mesmo comprar a ilha.

Os resultados das eleições indicam que a coalizão de centro-direita conseguiu desbancar a coalizão de centro-esquerda, que anteriormente havia conquistado mais de 66% dos votos, mas agora não alcançou nem 40%. O Parlamento groenlandês é composto por seis partidos, dos quais cinco são a favor da independência da ilha. No entanto, há divergências sobre a velocidade do processo de separação, com alguns partidos defendendo uma abordagem gradual — como é o caso do Democratas — e outros preferindo uma ruptura mais brusca com a Dinamarca. As declarações de Trump têm servido como um catalisador para os movimentos separatistas, que buscam a independência em breve.

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A Groenlândia é rica em recursos naturais, especialmente minerais de terras raras, o que desperta o interesse tanto dos Estados Unidos quanto da Dinamarca. Além disso, a região possui uma importância estratégica em termos de segurança no Ártico, devido à sua proximidade com a Rússia. A independência da Groenlândia poderia torná-la mais suscetível a investidas econômicas, especialmente considerando que a Dinamarca contribui atualmente com cerca de US$ 1 bilhão anuais para o funcionamento dos serviços públicos na ilha. Este apoio financeiro é um ponto crucial no debate sobre a viabilidade econômica da independência.

Com informações de Luca Bassani

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*Reportagem produzida com auxílio de IA