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Bruno Pinheiro

PT aposta no legado de Lula para enfrentar Flávio Bolsonaro na segurança

Após segurança ganhar espaço na estreia dos presidenciáveis, petistas sinalizam estratégia para enfrentar discurso do senador

Bruno Pinheiro

O presidente do Brasil e candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, acena durante um comício no estádio municipal 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, estado de São Paulo, Brasil, em 16 de agosto de 2026
O presidente do Brasil e candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, acena durante um comício no estádio municipal 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, estado de São Paulo, Brasil, em 16 de agosto de 2026. Os brasileiros irão às urnas em 4 de outubro, mais uma vez profundamente polarizados e sob a sombra do presidente dos EUA, Donald Trump, que apoiou candidatos conservadores em eleições recentes na América Latina. (Foto de NELSON ALMEIDA / AFP) NELSON ALMEIDA / AFP

A segurança pública, um dos temas que marcaram a estreia dos presidenciáveis neste domingo (16), já entrou no radar da campanha de Lula como terreno de disputa direta com Flávio Bolsonaro.

Em resposta ao titular desta coluna, o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, indicou que a estratégia petista será comparar as ações dos governos Lula e Jair Bolsonaro na área.

“É um tema importante, presente entre as preocupações da sociedade brasileira. Vamos tratar dessa questão com muita seriedade e a campanha será uma oportunidade do eleitor comparar o que fizeram, de verdade, os Bolsonaros quando estiveram no governo, e o que está fazendo o presidente Lula”, afirmou.

Flávio colocou segurança pública e combate ao crime organizado entre as principais bandeiras de seu primeiro ato oficial de campanha, realizado em Copacabana, no Rio.

Valadares diz que o PT pretende responder colocando em confronto o histórico das duas gestões.

“Não se trata de disputar discurso retórico, mas sim de comparar a prática. Com Lula, a Polícia Federal tem autonomia para investigar; com o Bolsonaro ela foi impedida de investigar Flávio, a compra da mansão, a rachadinha e a relação com as milícias”, disse.

O dirigente petista também citou a Operação Carbono Oculto como exemplo da atuação do atual governo contra o crime organizado e subiu o tom contra o candidato do PL.

“Flávio é muito discurso vazio, muita frase de efeito e narrativa de lacração, mas quando estiveram no governo enfraqueceram a Polícia Federal e ajudaram a colocar armas nas mãos das facções”, afirmou Valadares.

A avaliação indica que, ao menos neste início de campanha, o PT não pretende deixar a segurança pública como uma bandeira exclusiva da direita. A aposta é levar o tema para o terreno da comparação entre os governos — justamente quando Flávio tenta fazer do combate ao crime uma das marcas de sua candidatura.