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Irã responde ataque dos EUA com ações contra seis navios no Estreito de Ormuz

O comunicado explica que, na manhã deste sábado (5), os 'terroristas' norte-americanos atacaram três petroleiros de propriedade iraniana

Europa Press

Navios-tanque são vistos no Terminal de Contêineres de Khor Fakkan, o único porto natural de águas profundas da região e um dos principais portos de contêineres do Emirado de Sharjah, ao longo do Estreito de Ormuz
Navios-tanque são vistos no Terminal de Contêineres de Khor Fakkan, o único porto natural de águas profundas da região e um dos principais portos de contêineres do Emirado de Sharjah, ao longo do Estreito de Ormuz Foto por GIUSEPPE CACACE / AFP

A Guarda Revolucionária iraniana confirmou neste sábado o ataque dos Estados Unidos contra três petroleiros iranianos e informou ter respondido atacando seis embarcações, incluindo três petroleiros e três outros navios ligados aos Estados Unidos.

“A Marinha da Guarda Revolucionária (…) atacou três petroleiros que atravessavam sem autorização o Estreito de Ormuz e três embarcações ligadas ao assassino de meninas dos Estados Unidos em outras áreas”, indicou a Guarda Revolucionária em um comunicado oficial.

O comunicado explica que, na manhã deste sábado, os “terroristas” norte-americanos atacaram três petroleiros de propriedade do Irã em “um ato brutal fruto do desespero” e reconhece a ocorrência de “danos”.

A Guarda Revolucionária emite, assim, uma “advertência firme” a todos os navios que se encontram no Golfo Pérsico e nas proximidades do Estreito de Ormuz: “Não se deixem enganar pelo exército terrorista dos Estados Unidos e evitem qualquer movimento suspeito para atravessar por rotas não autorizadas; caso contrário, serão atacados”.

Um porta-voz da Marinha da Guarda Revolucionária, Alí Mohammadi, explicou que, nos últimos dez dias, “puniu” e “multou” entre dois e cinco navios por noite e chegou até a entrar em combate com os navios que não cumpriram as exigências.

“Os ataques dos Estados Unidos não causaram nem mesmo o menor problema para o domínio da Marinha da Guarda Revolucionária e o controle desta região”, ressaltou.

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