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Calor extremo: 2024 foi o ano mais quente registrado na história do Brasil

Temperatura média do ano foi de 25,02°C, um aumento de 0,79°C em relação à média histórica de 24,23°C; Defesa Civil está em alerta para possíveis eventos climáticos extremos nos próximos dias

Matheus Lopes

Termômetro de rua registra temperaturas elevadas na região central de São Paulo
Altas temperaturas no centro de São Paulo ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O ano de 2024 entrou para a história como o mais quente desde o início das medições em 1961, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A temperatura média do ano passado foi de 25,02°C, marcando um aumento de 0,79°C em relação à média histórica de 24,23°C. Este aumento significativo coloca 2024 no topo dos registros de calor dos últimos 63 anos, superando o recorde anterior de 2023, que já havia registrado um aumento de 0,69°C. O aumento das temperaturas tem sido uma tendência desde 2016, com anos mais quentes se tornando cada vez mais frequentes. Este fenômeno está fortemente associado a períodos de El Niño, que influenciaram o clima no Brasil tanto em 2023 quanto em 2024.

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Durante esses anos, o país enfrentou diversas ondas de calor, contribuindo para o aumento das médias anuais. Além disso, o Inmet informou que, de junho de 2023 a setembro de 2024, a temperatura média global excedeu qualquer registro anterior por 16 meses consecutivos. Essa sequência de calor intenso é um indicativo de que a tendência deve continuar, com o início de 2025 já marcado por dias típicos de verão, caracterizados por altas temperaturas e previsão de tempestades. A Defesa Civil está em alerta para possíveis eventos climáticos extremos nos próximos dias.

O impacto dessas mudanças climáticas é sentido em diversas áreas, desde a agricultura até a saúde pública. As altas temperaturas afetam a produção agrícola, aumentando a evaporação e reduzindo a disponibilidade de água para irrigação. Na saúde, o calor extremo pode levar a um aumento de doenças relacionadas ao calor, como desidratação e insolação.

*Com informações de Beatriz Manfredini