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Enchentes no RS: balanço aponta prejuízo de R$ 4,6 bilhões no setor habitacional

Segundo dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), mais de 105,4 mil casas foram danificadas ou destruídas pela tragédia ambiental no Estado

Felipe Cerqueira

As enchentes no Rio Grande do Sul afetaram mais de 2.304.422 pessoas e causaram 155 mortes até o momento, de acordo com a Defesa Civil do Estado. O setor habitacional é o mais prejudicado com as enchentes na região, com prejuízo de R$ 4,6 bilhões, segundo dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Estima-se que mais de 105,4 mil casas foram danificadas ou destruídas pela tragédia ambiental no Estado. Segundo a Defesa Civil, 540.188 moradores estão desalojados.

O impacto no setor público, que engloba instalações como escolas, hospitais, prefeituras, entre outras, chega a R$ 2,3 bilhões, e o prejuízo no setor privado é de R$ 2,7 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões concentram-se na agricultura. Já o prejuízo total aos municípios afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul é de R$ 9,6 bilhões.

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A CNM esclarece que houve uma redução em relação ao montante levantado nesta sexta (17), de pouco mais de R$ 10 bilhões. Essa variação pode ser explicada pelo processo de atualização de dados por parte de alguns municípios, tendo em vista que cinco que já tinham contabilizado danos e prejuízos apareceram com números zerados, podendo indicar um novo preenchimento por parte dos mesmos. Outros cinco iniciaram a inserção das informações no sistema.

Cidades temporárias

Por conta do número de desabrigados e desalojados, o governo do Rio Grande do Sul divulgou, na sexta-feira (17), detalhes da organização das quatro “cidades temporárias que serão montadas para receber desabrigados na região metropolitana de Porto Alegre. A previsão é de que os espaços comecem a operar em cerca de um mês, ainda em junho. O planejamento envolve a utilização de tendas com estruturas temporárias semelhantes às de grandes hospitais de campanha montados durante a pandemia.

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