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Política

Vieira quer convocar Toffoli e mulher de Moraes para a CPI do Crime Organizado

Segundo o parlamentear, a justificativa é possibilidade de que o escritório da advogada tenha recebido recursos ilícitos vindos do Banco Master

Fernando Keller

Ministro do STF Alexandre de Moraes, ao lado da esposa Viviane Barci, quando chegou para sabatina no Senado que assegurou seu cargo
Ministro do STF Alexandre de Moraes, ao lado da esposa Viviane Barci, quando chegou para sabatina no Senado que assegurou seu cargo HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDO

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, fez um requerimento para convocar Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, para prestar depoimento.

Segundo o parlamentear, a justificativa é a possibilidade de que o escritório da advogada tenha recebido recursos ilícitos, o que poderia configurar lavagem de dinheiro. O Banco Master, liquidado pelo Banco Central, tinha um contrato de honorários no valor de R$ 129 milhões com o escritório Barci de Moraes Sociedade de advogados, que Viviane faz parte.

Também foi requirido a quebra de sigilo bancário da empresa. “A magnitude de tais cifras apresenta uma desconexão manifesta com a prática de mercado para o tipo de serviço prestado”, diz o pedido. Uma outra sociedade, a Barci e Barci, construída em Brasília dois meses antes da liquidação, também teve requirida a quebra de sigilo.

“Há fundadas suspeitas de que a Barci e Barci tenha sido utilizada para recepcionar valores remanescentes do esquema ou “recursos de emergência” drenados do Banco Master momentos antes da intervenção”, diz o texto.

O senador também pediu a convocação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Vieira cita a possível relação do magistrado com cotas do resort Tayayá. O seu irmão, José Carlos Dias Toffoli também foi convocado, pelo mesmo motivo. Toffoli é relator do caso que envolve o Master no STF.

As empresas que vendaram as cotas do resort e tinham relações com os irmãos teve intermediação da Raeg, fundo de investimentos da Operação Carbono Oculto, que investiga métodos de lavagem de dinheiro o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Senador também pede convocação de Daniel Vorcaro. O controlador do Banco Master, investigado por fraude bancária utilizando ativos de origem ilícita, e que tentou vender o Master ao Banco de Brasília (BRB).

Também foram divulgados requerimentos para as convocações de: Angelo Antonio Ribeiro da Silva, Augusto Ferreira Lima e Mario Umberto Degan. Os dois primeiros participaram da administração do Master, e o último tem relações societárias com as empresas que tem participação no resort Tayayá.

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