Exército diz que não orientou Mauro Cid a comparecer fardado em depoimento da CPMI do 8 de Janeiro
O comando do Exército disse que não deu orientação formal para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), prestar depoimento usando farda na CPMI do 8 de Janeiro. O comunicado foi enviado ao Ministério Público Militar, que fez a cobrança após uma provocação da deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP). A parlamentar argumentou que o uso da farda por um acusado de crimes mancha a imagem do Exército. No documento, o comando detalha que não houve orientação formal para o uso de farda por Mauro Cid e que o compartilhamento do militar fardado durante o depoimento da CPMI deu-se em razão dele ser militar da ativa e ter sido convocado para tratar de temas referentes à função de ajudante de obras da Presidência da República, cargo de natureza militar para o qual foi designado. Mauro Cid compareceu à CPMI do 8 de Janeiro no dia 11 de julho. Na ocasião, ficou em silêncio. Representantes do colegiado acionaram a Justiça Federal do Distrito Federal com uma representação contra o tenente-coronel por abuso do direito de silêncio. Cid está preso desde o dia 3 de maio, sob suspeita de fraudar cartões de vacina de Bolsonaro e familiares. Ele também é investigado sobre o teor de uma minuta do golpe encontrada em seu celular.
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*Com informações da repórter Iasmin Costa
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