‘Pandemia agravou situação que já era muito ruim’, diz especialista sobre educação brasileira
Nesta quinta-feira, 10, o programa Pânico recebeu a fundadora do Movimento Escola Aberta, Lana Romani. Na entrevista, ela associou a evasão escolar e a crise de aprendizagem entre alunos da educação básica com a pandemia de Covid-19. “Realmente vivemos uma decadência na educação, não é de agora, vem há muitos anos. Não é exclusivo desse momento atual, a pandemia só agravou mais a situação, que já era muito ruim”, observou. “O Brasil foi campeão de escolas fechadas durante a pandemia, a gente amarga o primeiro lugar do tempo de escolas fechadas no mundo. Conseguimos ganhar do Sudão do Sul. Isso fez com que a gente retrocedesse ainda mais no tempo. Aumentou a evasão escolar, esses números estão aí impactados, principalmente no Ensino Médio, a gente perdeu muito jovem para essa vida louca”, acrescentou.
Romani criticou a forma como a crise sanitária foi encarada no país, quando a normalização da frequentação de de bares e restaurantes ocorreu antes de escolas. Segundo ela, a indignação com essa política potencializou o projeto Escola Aberta. “Já tínhamos tudo aberto, com exceção das escolas. Brasileirão, botecos abertos. Isso era poder de prefeituras e Estados. Fomos descobrir que era um acordo entre prefeituras em geral, que tinham autonomia na pandemia de abrir ou fechar escolas”, disse. “Nem acreditamos no tamanho da força que o movimento ia tomar, a indignação das famílias era tamanha, ecoou de uma maneira que fomos parar em 22 Estados. Acabamos furando esse planejamento das prefeituras. A escola nunca foi uma pauta que interessava os alunos, essa pauta parece que pertence a sindicalistas e entidades, ONGs. Quando surgimos, ninguém ligava para aluno, era sempre o que acontecia no entorno, ninguém discutia o que ia acontecer para recuperar a aprendizagem”, concluiu.
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Confira na íntegra a entrevista com Lana Romani: