Onda de deflação chega ao fim, mas inflação vai seguir baixa, dizem analistas
O IPCA-15, prévia da inflação oficial do país, apresentou uma alta nesta terça-feira, 25. O índice cresceu 0,16% após dois meses consecutivos de deflação. O IPCA vem de três taxas negativas seguidas. Pelas prévias, a expectativa é de que a inflação volte a crescer em outubro. O IPCA-15 subiu em decorrência de alguns fatores neste mês de outubro, como alta de passagens aéreas, planos de saúde, vestuário e em alguns produtos alimentares importantes para os brasileiros, como cenoura, batata e cebola. Os combustíveis continuaram ajudando a segurar os preços no mercado interno. O economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, André Braz, acredita que, com o resultado, o IPCA de outubro feche na casa de 0,4%. “Com o passar do tempo, esse ciclo de contribuições perde efeito e o índice encontra espaço para alcançar o terreno positivo. No fim de outubro, com o resultado do IPCA, devemos ver uma aceleração em relação ao IPCA-15. A inflação do mês deve ficar em 0,4%, tanto pela contribuição de quedas menos intensas da gasolina, pela aceleração do grupo alimentação e do vestuário. Com esses efeitos, a inflação deve acelerar e ficar no campo positivo em outubro, novembro e dezembro, principalmente se houver aumento nos combustíveis após as eleições”, afirmou Braz.
O economista e professor de Economia, Gilberto Braga, acredita que a guerra entre Rússia e Ucrânia e o comportamento do barril de petróleo e do dólar no mercado interno são variáveis que criam uma certa incerteza para a inflação futura. A perspectiva, entretanto, é de inflação baixa até o fim do ano. “Os dois fatores que estão pressionando a inflação foram o preço das passagens aéreas e as mensalidades dos planos de saúde. O único grupo que ainda teve uma diminuição de preço foi o ligado ao preço dos combustíveis. Como, recentemente, a Petrobras reajustou o preço da gasolina, isso significa o fim desse ciclo de queda da inflação e de retomada de aumento nos preços”, disse Braga. O mercado financeiro vem apostando em uma inflação menor em 2022. O último boletim Focus, divulgado na segunda-feira, 24, apontou para uma inflação de 5,60%, sendo que a projeção anterior era de 5,62%. O teto da meta é da ordem de 5%.
Confira a reportagem na íntegra:
[jp-related-posts ids=”1329703,1329684″]
*Com informações do repórter Rodrigo Viga
Assuntos
continue lendo
Negócios
Por que o consumidor sente o mercado ainda mais caro do que mostram os índices?
Como o peso desproporcional da alimentação e a reduflação criaram um abismo entre o IPCA e a percepção real de custo de vida dos brasileiros.
- ‘Bondades’ anunciadas por Lula em 2026 somam até R$ 178,1 bilhões ao ano Jovem Pan · há 20 horas
- Trump diz que Groenlândia tem maior reserva de petróleo do mundo e que ela será explorada Estadão Conteúdo · há 2 dias
- Eleições 2026: mais de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar no 1º turno Jovem Pan · há 2 semanas
- Allyson Bezerra e Cadu Xavier vão para o 2º turno pelo governo do RN Júlia Lara · há 2 semanas