Bancada governista cogitou votar a favor do relatório de Derrite, mas Lula vetou
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes da base governista contaram à Jovem Pan que a bancada na Câmara cogitou votar favoravelmente ao relatório de Guilherme Derrite, para evitar desgastes. No entanto, o próprio presidente Lula pediu voto contrário ao parecer, inviabilizando a tentativa de minimizar a derrota.
A primeira estratégia da bancada do governo e do PT durante a votação desta terça-feira (18), foi tentar aprovar um requerimento para retomar o texto original do Ministério da Justiça. Depois que a proposta foi rejeitada, os governistas avaliaram que seria melhor apoiar o texto de Derrite, mas a ordem para orientação contrária veio de Lula.
Integrantes do Palácio do Planalto e da cúpula do PT agora começam a calcular os prejuízos que o governo deve ter com o posicionamento. Um dos aliados do presidente disse que, principalmente nas redes sociais, a “luta será ingrata” e que o governo deve “perder feio” a narrativa sobre segurança. Mesmo assim, os petistas vão investir no discurso de que a Câmara votou pela proteção dos “mais poderosos”, apostando novamente em um desgaste do Centrão.
Os governistas têm dito que o texto aprovado enfraquece a Polícia Federal. No entanto, o relator Guilherme Derrite redirecionou os recursos provenientes das operações para o Fundo Nacional de Segurança Pública, ao qual a Polícia Federal tem acesso. Uma reclamação do governo era de que o primeiro parecer previa apenas o direcionamento de verbas para polícias estaduais.
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Outra estratégia do governo será apostar em modificações na proposta que possam ser feitas no Senado. No entanto, qualquer mudança, levaria o texto de volta para a Câmara dos Deputados.
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