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BNDES financia duplicação em Belém, mas impacto ambiental preocupa

Intervenção ameaça 64 espécies da Amazônia

ia samy

Lula Cop30
Lula Cop 30 Ricardo Stuckert (PR)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou um financiamento de R$ 248,5 milhões para a duplicação e extensão da rua da Marinha em Belém, local que receberá a COP30. Essa intervenção acarretará o desmatamento de áreas da Amazônia, resultando na perda de 64 espécies arbóreas, entre elas cinco que são consideradas ecologicamente significativas e duas que estão ameaçadas de extinção. O governo do estado do Pará, que destinará R$ 4,5 milhões para o projeto, defende a obra como essencial para garantir a mobilidade do público durante a conferência, que deve atrair cerca de 40 mil visitantes. A diretora do BNDES, Tereza Campello, anunciou a aprovação do financiamento, ressaltando que o banco cumpriu todas as etapas necessárias para o licenciamento ambiental. Embora a Justiça do Pará tenha inicialmente concedido uma liminar para suspender as obras, essa decisão foi posteriormente revertida. O BNDES aceitou o licenciamento emitido pelo governo estadual, mesmo com a negativa da prefeitura de Belém em relação à licença anteriormente. O governo paraense afirma que a obra está em conformidade com a legislação e possui as autorizações adequadas.

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O projeto também envolve uma permuta com a Marinha, que poderá gerar contrapartidas financeiras de até R$ 74 milhões. A licença ambiental foi aprovada em 26 de agosto de 2024, permitindo a transformação da pista única em duas faixas com três pistas cada. Entre as espécies ameaçadas que serão impactadas estão o angelim-pedra e a ucuuba, que são fundamentais para a biodiversidade local.

publicada por Patrícia Costa

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*Reportagem produzida com auxílio de IA