Bolsonaro: ‘Podemos indicar dois ministros para o STF. Um deles será terrivelmente evangélico’
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a afirmar, nesta quarta-feira (10), que escolherá um ministro “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante um culto da Frente Parlamentar Evangélica, que acontece na Câmara dos Deputados, e gerou muitos aplausos do público.
“Poderei indicar dois ministros ao STF, um deles terrivelmente evangélico”, disse. “Nós, aqui, enquanto parlamentares, respeitamos a todas as instituições, mas é ao povo que devemos lealdade. Eu agradeço a Deus por esse momento, pela minha vida e pela missão, que será cumprida ao lado de pessoas maravilhosas, que são todos vocês aqui, em especial deputados e senadores. Aí fora temos problemas, em grande parte, a solução passa por nós, e tenho certeza que, com o pensamento no bem, no próximo e naquele que nos deu a vida, nós daremos a devida satisfação a esses brasileiros maravilhosos que nos botaram dentro dessa casa”, continuou o presidente.
Essa não foi a primeira vez que Bolsonaro menciona a vontade de escolher um ministro evangélico para o cargo. Em 31 de maio, durante um to na Assembleia de Deus Ministério Madureira, em Goiânia (GO), ele já havia sugerido a ideia. “Se me permitem plagiar a ministra Damares [Alves], eu também sou terrivelmente cristão. Então, com todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, eu pergunto: existe algum, entre os 11 ministros do Supremo, evangélico? Cristão assumido? Não me venha a imprensa dizer que eu quero misturar a Justiça com religião. Todos nós temos uma religião ou não temos. E respeitamos, um tem que respeitar o outro. Será que não está na hora de termos um ministro no Supremo Tribunal Federal evangélico?”, afirmou, na data.
A primeira declaração foi feita logo após o presidente criticar o debate no Supremo sobre a tipificação da homofobia como crime de racismo – que acabou sendo aprovada. “O Supremo agora está discutindo se homofobia pode ser tipificado como racismo. Desculpe aqui o Supremo Tribunal Federal, que eu respeito e jamais atacaria outro Poder, mas, pelo que me parece, estão legislando, […]. O estado é laico, mas eu sou cristão”, ressaltou.
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