Câmara suspende decreto que alterava Lei de Acesso à Informação
A Câmara dos Deputados suspendeu nesta terça-feira (19) o decreto presidencial que promovia mudanças na Lei de Acesso à Informação. Em uma votação simbólica, os parlamentares decidiram derrubar o decreto assinado pelo vice-presidente Hamilton Mourão que ampliava o número de autoridades que poderiam classificar informações como sigilosas.
A oposição encara a decisão da Câmara como uma derrota do governo de Jair Bolsonaro. O líder do governo na Casa, no entanto, não demonstrou preocupação com o tema. “O que o parlamento decidir, para nós do governo estará muito bom”, disse o Major Vitor Hugo (PSL).
Com a decisão da Câmara, apenas o presidente, o vice, ministros, comandantes das Forças Armadas e chefes de missões diplomáticas podem classificar informações e trâmites de governo como sigilosos.
A proposta foi incluída na pauta de votações desta terça a pedido do líder do PP, Arthur Lira (AL), durante reunião de líderes realizada nesta manhã. Segundo relatos de deputados, o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), chegou a pedir para que a proposta não fosse incluída na pauta mas foi derrotado por seus colegas.
Antes da aprovação do mérito do projeto de decreto legislativo, a Casa aprovou a urgência da proposta por ampla maioria. Foram 367 votos a favor, 57 contrários e 3 abstenções. Durante a discussão sobre a matéria, o PSL foi um dos únicos partidos que defendeu o decreto de Mourão. O presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), no entanto, votou a favor da urgência, assim como o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP). Outros 50 deputados da legenda votaram contra a urgência.
Logo depois da aprovação da urgência, o PSL apresentou um requerimento para retirá-lo de pauta sob a alegação de que era preciso mais tempo para debatê-lo e esclarecer o seu conteúdo junto aos parlamentares. Mais uma vez, o plenário impôs derrota e manteve o projeto na pauta.
Vitor Hugo minimizou a derrota. “Não é uma derrota. O PSL pode se manifestar como quiser, é um partido independente do governo, embora seja a base angular. Mas o governo liberou a bancada porque entende que o Parlamento é soberano. Para a gente o resultado está tranquilo. No mérito, o governo não interpreta isso como uma derrota”, disse.
*Com Estadão Conteúdo
continue lendo
Brasil
Desembargadora fala sobre extinção ‘antecipada’ e autoriza volta de 3 bets
Para a magistrada, proibir a operação de empresas que tinham licença federal sem indenizá-las é um 'verdadeiro confisco'
- Operação mira rede ilegal de bets que movimentou R$ 734 milhões Agência Brasil · há 9 horas
- PF mira suposto esquema que enviava brasileiras a Israel para prostituição Jovem Pan · há 11 horas
- Fachin dá 15 dias para PGR analisar indiciamento de Vorcaro Agência Brasil · há 1 dia
- Depois de calor e chuva, frio voltará a atingir SP a partir do domingo; veja previsão Estadão Conteúdo · há 1 dia