Crivella decreta luto oficial de três dias após mortes em temporal no Rio de Janeiro
Após a morte de pelo menos cinco pessoas durante um temporal na noite de ontem (6), na cidade do Rio de janeiro, o prefeito Marcelo Crivella, do PRB, decretou luto oficial de três dias.
“A prefeitura está decretando luto oficial de três dias pela tragédia que se abateu sobre a cidade e pelas pessoas que perderam [suas vidas]”, diz o comunicado. Crivella também aconselhou que cidadãos que tiverem a possibilidade de ficar em casa o façam, de maneira que se possa evitar novas tragédias.
“Como estão previstas chuvas para a parte da tarde, a prefeitura recomenda que as pessoas que puderem fiquem em suas casas, optem pelo transporte coletivo ou procurem áreas seguras”.
O prefeito ainda explicou que o ponto mais sensível da cidade, no momento, é a Avenida Niemeyer, que está interditada e deve permanecer fechada até amanhã (8). Isso porque o solo pode não estar estável, “Todos sabem que existe uma rocha sã (rocha remanescente de superfície aplainada), com pouca profundidade e com solo de cobertura, que por ser fixo, retém água”, disse.
Outro ponto abordado pelo prefeito para a prevenção de acidentes no futuro próximo deve ser o corte de árvores. ““Se essas árvores forem antigas, se forem frondosas, e se o solo for raso, aí sim eu acho que vale a pena remover essas árvores e plantar em outros lugares”, pontuou.
Intensidade da chuva surpreendeu
A chuva forte desta quarta-feira (6) era esperada pelo governo municipal. Entretanto, o prefeito apontou que “a previsão era de que nós teríamos chuvas de moderada a forte, o que realmente ocorreu. Agora, surpreendentemente, atrás dessa tempestade se formou uma outra ainda maior e que ficou presa, não ultrapassando a Floresta da Tijuca. E aí ela se precipitou toda sobre a zona sul do Rio, sobretudo na Rocinha, no Vidigal e no Jardim Botânico”, disse.
Uma das cinco mortes registradas no temporal aconteceu na Avenida Niemeyer. Uma mulher ficou presa nas ferragens de um ônibus após uma árvore cair sobre o coletivo.
A favela da Rocinha, na zona sul da cidade, também foi bastante atingida devido ao desabamento de uma barreira. Vídeos mostram uma espécie de corredeira d’água formada nas ruas da comunidade.
*com informações da Agência Brasil
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