Deputado expulso do PSB diz que decisão é ‘autoritária e repressora’
Expulso do PSB por votar a favor da reforma da Previdência na Câmara, o deputado Átila Lira disse considerar a atitude “tipicamente autoritária e repressora”. “Vão usar minha expulsão para ameaçar os outros”, afirmou ele em relação aos outros nove parlamentares da legenda que sofreram sanções por serem favoráveis à proposta.
Esse grupo foi salvo da expulsão em reunião do partido nesta sexta-feira (30), mas teve suas funções partidárias e parlamentares suspensas por um ano. Lira ganhou a punição mais severa porque, segundo o PSB, é reincidente e divergiu da orientação da legenda na maioria das votações no Congresso.
Porém, de acordo com Átila, ele não esperava que a sigla fosse tomar essa decisão. “Tinha ideia de que a minha narrativa de defesa era convincente em todos os aspectos, como liberdade de mandato. Achava que o partido, dado o grande número de deputados que votaram (a favor da reforma da Previdência), teria uma decisão de censura, mas nunca de suspensão e exclusão das prerrogativas.”
Mesmo com a expulsão, ele decidiu não fazer a defesa de forma presencial na reunião do PSB. De acordo com ele, a legenda é antiga e “eles se organizam de uma forma solidária”. Ele afirma também que o diálogo com o presidente, Carlos Siqueira, é difícil. “Antes tinha Eduardo Campos, que tinha uma liderança, hoje não tem. Foi uma decisão tipicamente autoritária e repressora. Vão usar minha expulsão agora para ameaçar os outros”, completou.
Ele defenda a reforma da Previdência por uma questão de, segundo ele, “equilíbrio fiscal”. “A previdência é o gasto público mais relevante, depois de pessoal. Tínhamos de atualizar essa reforma”, defende.
Átila Lira agora espera receber a notificação de expulsão e pretende examinar se tem algum recurso que possa resolver. Do contrário, ele vai procurar outro partido para se filiar. “Tem muitos partidos e me dou muito com essas lideranças e deputados. Sempre tem convite”, finaliza.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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