Ex-professor de Direito da USP é denunciado pelo MP por crimes sexuais
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o ex-professor da Universidade de São Paulo (USP) Alysson Leandro Barbate Mascaro por crimes relacionados a assédio sexual, importunação sexual e estupro. A informação foi confirmada ao Estadão pelo órgão nesta segunda-feira, 8. A denúncia do MPSP foi oferecida à Justiça na última quarta-feira (03).
Mascaro foi demitido pela USP após um processo administrativo disciplinar instaurado para apurar acusações de assédio sexual. Se a denúncia for aceita, Mascaro passará a responder a uma ação penal pelos crimes apontados pelo Ministério Público. O Estadão busca contato com a defesa.
Em dezembro do ano passado, a Faculdade de Direito da USP decidiu demitir o professor, que passou a ser investigado por assédio em 2024. Ele estava afastado da instituição desde então. À época da denúncia, Mascaro já tinha negado as acusações.
O afastamento cautelar foi publicado em portaria em dezembro de 2024 e solicitado pelo Presidente da apuração preliminar. No documento, o diretor afirmava que havia “fortes indícios de materialidade dos fatos e que estes envolvem possível enquadramento típico de assédio sexual vertical”.
Na ocasião, a defesa do docente rebateu as acusações e alegou que “perfis fakes de Instagram são criados para propagar calúnias, inverdades e estimular intrigas”.
O procedimento contra Mascaro foi instaurado após solicitação do Centro Acadêmico XI de Agosto. A representação dos alunos cita reportagem publicada pelo site The Intercept com denúncia de supostos abusos contra dez alunos da faculdade cometidos por Mascaro entre 2006 e 2024.
Mascaro era professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo na graduação e na pós-graduação, livre-docente em Filosofia e Teoria Geral do Direito e autor de livros como Crise e Golpe e Estado e Forma Política (Boitempo Editorial), Filosofia do Direito e Introdução ao Estudo do Direito (GEN-Atlas).
Assuntos
continue lendo
Brasil
Justiça proíbe Meta de usar conteúdo jornalístico sem autorização
Juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível de São Paulo, suspendeu parte dos Termos Comerciais da Meta, previstos para entrar em vigor em 20 de novembro.
- Justiça condena 99 a indenizar vítima estuprada após ser deixada na rua por motorista de app Estadão Conteúdo · há 9 horas
- O que diz a Pec da Segurança Pública? Jovem Pan* · há 12 horas
- Anvisa interdita parte de terminal no Porto de Santos Agência Brasil · há 15 horas
- Segunda morte é confirmada após muro desabar em SP; vítima é um homem de 43 anos Estadão Conteúdo · há 17 horas