Ex-secretário de Cabral é preso pela segunda vez na Lava Jato
O ex-secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro durante o governo de Sérgio Cabral, Régis Fichtner, foi preso na manhã desta sexta-feira (15) pela segunda vez no âmbito da Operação Lava Jato. Além dele, o coronel da Polícia Militar Fernando França Martins — acusado de ser o operador do ex-secretário — também foi detido, segundo a TV Globo. A Polícia Federal cumpre ainda outros oito mandados de busca e apreensão.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Fichtner recebeu muito mais do que os R$ 1,56 que o levaram preso pela primeira vez, em novembro de 2017. As investigações mais recentes mostram que apenas entre 2011 e 2012, ele recebeu R$ 1,7 milhão de Martins. Em 2014 e 2016, houve a transferência de R$ 725 mil de Fichtner ao coronel.
Os procuradores afirmam que há indícios de que Fichtner destruiu provas — o que justificou o novo pedido de prisão. Procuradores afirmam também que o ex-secretário permanece ocultando patrimônio obtido por meio de corrupção.
Primeira prisão
O ex-secretário Régis Fichtner foi preso pela primeira vez, de forma preventiva, em novembro 2017, na Operação C’est Fini, um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele ficou detido por três dias, quando foi solto por um habeas corpus concedido pelo juiz federal Paulo Espírito Santo.
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