Fachin vota por tornar réu e afastar ministro do TCU do cargo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin votou por aceitar, nesta terça-feira (13), denúncia apresentada em 2018 pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz e seu filho, o advogado Tiago Cedraz, pelo crime de tráfico de influência.
No mesmo voto, Fachin, que é relator do caso, se posicionou a favor do pedido da PGR para afastar o ministro do cargo. A sessão foi suspensa e deverá ser retomada na terça-feira (27). Faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e da presidente do colegiado, ministra Cármen Lúcia.
Acusações
Na tarde de hoje, a turma começou a julgar a denúncia na qual a PGR acusa Aroldo Cedraz, seu filho e mais dois investigados de receberem vantagens da empreiteira UTC para influenciar o julgamento de processos referentes à construção da Usina Nuclear de Angra 3 que estavam em andamento no TCU.
Segundo o empresário Ricardo Pessoa, um dos delatores da Operação Lava Jato, recursos teriam sido entregues no escritório de advocacia de Tiago Cedraz. Além disso, de acordo com a PGR, o ministro do TCU estaria impedido de julgar o caso pelo fato de seu filho atuar na causa, mas teria pedido vista e solicitado adiamento de processos envolvendo a empreiteira no tribunal, em 2012.
Único a votar na sessão de hoje, Fachin entendeu que a denúncia apresentou requisitos mínimos para abertura de um ação penal e tornar os acusados réus no processo. Segundo o relator, há indícios de suposto tráfico de influência por parte de pai e filho.
A defesa de Aroldo e Tiago Cedraz afirmou durante o julgamento que as acusações da PGR foram baseadas apenas na denúncia de delatores. Segundo o advogado José Eduardo Cardozo, as acusações foram ilações feitas pela procuradoria, sem a indicação de provas.
* Com informações da Agência Brasil
Assuntos
continue lendo
Beatriz Manfredini
Flávio tira STF do discurso e mira economia e Congresso à direita no 2º turno
Nova orientação foi definida em reuniões de alinhamento e já começou a ser colocada em prática pelos aliados
- Polícia de SP investiga mortes em série, mas descarta ação de ‘serial killer’ Estadão Conteúdo · há 59 minutos
- ‘Que mulherão’: quem é o pastor condenado por dizer que beijou a filha criança Fernando Keller · há 3 horas
- Bombeiro suspeito de matar estudante de medicina em SP volta a ser preso Estadão Conteúdo · há 3 horas
- Justiça de MG condena pastor e Igreja da Lagoinha por falas sobre beijar filha Fernando Keller · há 6 horas