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Juiz determina prisão temporária de suspeitos em ataque a assentamento do MST em Tremembé

Investigações apontam que os acusados, acompanhados de outros indivíduos não identificados, invadiram o terreno e abriram fogo contra os sem-terra após uma discussão relacionada à disputa de terras

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Familiares e amigos participam do velório de Gleison Barbosa de Carvalho, membro do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
"Hay una intención de ejecutar a nuestros líderes": la lucha de los Sin Tierra en Brasil Isaac Fontana/EFE

O juiz Flavio de Oliveira Cesar, da Vara do Júri de Taubaté, determinou a prisão temporária de dois indivíduos, Antonio Martins dos Santos Filho, conhecido como ‘Nero do Piseiro’ (já preso), e Ítalo Rodrigues da Silva. Ambos são suspeitos de um ataque violento a um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Tremembé, São Paulo, que resultou na morte de duas pessoas. “Soltos, eles poderão prejudicar o andamento das investigações, seja intimidando testemunhas e vítimas sobreviventes, seja dando continuidade a atos de violência para eliminar possíveis delatores. A agressividade com que os crimes foram praticados reforça a necessidade de adoção da medida”, anotou o magistrado em despacho assinado neste domingo, 12.

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As investigações apontam que os suspeitos, acompanhados de outros indivíduos não identificados, invadiram o assentamento e abriram fogo contra os sem-terra após uma discussão relacionada à disputa de terras. As vítimas fatais foram identificadas como Valdir Nascimento, de 42 anos, e Gleison Barbosa, de 28 anos, que faleceram no local do ataque. Além disso, seis pessoas ficaram feridas durante o incidente.

Sobreviventes do ataque reconheceram ‘Nero’ e Ítalo como os responsáveis pela ação criminosa. Embora ‘Nero’ tenha sido preso em flagrante, sua detenção foi relaxada em audiência de custódia devido à ausência de provas materiais. Contudo, o Ministério Público solicitou a prisão temporária, que foi acatada pelo juiz, considerando a gravidade dos crimes.

Até o momento, Ítalo Rodrigues da Silva não foi localizado e as investigações seguem em andamento para sua captura. A promotora Daniela Michele Santos Neves alegou que a prisão da dupla é “imprescindível para as investigações dos crimes”, considerando a gravidade dos delitos e a “periculosidade” dos suspeitos.

*Reportagem produzida com auxílio de IA e Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias

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