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Motorista envolvido em acidente que provocou a morte de 39 pessoas em MG usou cocaína e ecstasy, diz polícia

Investigações revelaram que Arilton Alves estava com a CNH suspensa e dirigia carreta com peso superior ao permitido em alta velocidade; perícia também identificou a presença de metilenodioxianfetamina, alprazolam e venlafaxina no organismo do motorista

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Acidente na BR-116, em Teófilo Otoni (MG)
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Um grave acidente ocorrido na BR-116, em Teófilo Otoni, Minas Gerais, resultou na morte de 39 pessoas e envolveu o caminhoneiro Arilton Bastos Alves, de 49 anos. Ele foi detido em Barra de São Francisco, no Espírito Santo, após a colisão entre sua carreta, um ônibus e um carro, no dia 21 de dezembro de 2024.

A Justiça mineira determinou a prisão preventiva de Alves, após um exame toxicológico revelar que ele estava sob a influência de substâncias como cocaína, ecstasy e álcool no momento do acidente. Além disso, a perícia identificou a presença de metilenodioxianfetamina (MDA), alprazolam e venlafaxina em seu organismo. Vale ressaltar que sua carteira de motorista estava suspensa desde julho de 2022, devido a uma infração anterior por dirigir embriagado.

“Este infrator consumiu álcool, cocaína e ecstasy e, conduzindo essa carreta com velocidade superior à permitida no local e transportando blocos de granito com tonelagem superior à permitida na legislação, acabou por provocar o desprendimento do bloco de granito, colidindo com o ônibus e vitimando 39 pessoas”, afirmou a chefe da Polícia Civil de Minas, Letícia Gamboge, em vídeo publicado pelo governador Romeu Zema.

O juiz Danilo de Mello Ferraz, da 1ª Vara Criminal de Teófilo Otoni, acatou um novo pedido da Polícia Civil para a prisão de Alves. O magistrado considerou que o caminhoneiro não apenas fugiu do local do acidente, mas também transportava uma carga acima do limite permitido e dirigia em alta velocidade. A carreta, que levava blocos de granito, foi a responsável pela colisão que causou a tragédia.

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Inicialmente, a investigação apontou que um pneu do ônibus poderia ter estourado, mas posteriormente foi verificado que um dos blocos de granito se desprendeu e atingiu o veículo de passageiros. Alves reconheceu que não checou a amarração da carga e ignorou os limites de peso, o que demonstra uma grave negligência em suas responsabilidades como motorista. Para o juiz do caso, a conduta de Arilton Bastos evidencia  “a absoluta irresponsabilidade e inaptidão para exercício de seu ofício”.

*Reportagem produzida com auxílio de IA
Publicado por Victor Oliveira 

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