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MP lança operação e prende três acusados de liderar tráfico da Favela do Moinho

Ação cumpre dez mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão; segundo a investigação, um dos chefes do crime organizado já presos continuava a emitir ordens de dentro da cadeia

Fernando Keller

Favela do Moinho
REMOÇÃO DA FAVELA DO MOINHO VAN CAMPOS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Na manhã desta segunda-feira (8), agentes do Grupo de Atuação Especial do Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo (MPSP), da Polícia Militar e da Polícia Civil tinham como objetivo o cumprimento de dez mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão na Operação Sharpe, que é desdobramento da Operação Salus et Dignitas, deflagrada no dia 6 de agosto de 2024 com o objetivo de desarticular ações do crime organizado na região do centro de São Paulo denominada como “Cracolândia”. A operação, segundo o MPSP, teve como resultado a quase total eliminação das cenas abertas de uso de drogas na região, já que o tráfico de drogas era, segundo o levantamento feito por um ano, apenas uma das vertentes dos crimes cometidos em um ambiente transformado em um verdadeiro “ecossistema para o cometimento de ilícitos”, cujas ordens centrais partiam do Primeiro Comando da Capital (PCC) no interior da comunidade da “Favela do Moinho”.

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Foram detidas 7 pessoas. Segundo o MPSP, descobriu-se que o líder do tráfico da “Favela do Moinho”, Leonardo Moja, continuava a emitir ordens de dentro do presídio, por meio de sua irmã Alessandra Moja, detida na operação. A finalidade seria de intimidar funcionários do CDHU, impedindo que as famílias residentes aceitem indenização pelas suas moradias sob o falso pretexto de resistência da comunidade local.

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O local onde se encontra a Favela do Moinho está marcado para se tornar um parque público, e, em maio, a gestão do governador Tarcísio de Freitas e o governo Lula anunciaram um acordo para que as quase 900 famílias que ocupavam o local irregularmente fossem realocadas.

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