Para Gilmar Mendes, provas colhidas ilegalmente podem ser usadas em processos
Ao comentar as reportagens publicadas no site “The Intercept Brasil” a respeito de supostas mensagens vazadas trocadas pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira (11) que provas colhidas ilegalmente podem ser usadas em processos.
Questionado se eventuais provas colhidas ilegalmente poderiam ser anuladas, Mendes respondeu que “não necessariamente”. “Se amanhã alguém tiver sido alvo de uma condenação, por exemplo, por assassinato e aí se descobriu por alguma prova ilegal que ele não é o autor do crime, se diz em geral que essa prova é válida”, disse.
As conversas supostamente mostrariam que Moro teria orientado investigações da Lava Jato por meio de mensagens no aplicativo Telegram. O site afirmou que recebeu todo o material de fonte anônima.
Ida ao STF “fragilizada”
Ao chegar para a sessão da Primeira Turma nesta terça, o ministro Marco Aurélio Mello também comentou a situação. Na avaliação dele, Moro ficará “sendo acuado todo esse tempo” até abrir uma vaga no STF, em novembro de 2020, com a aposentadoria compulsória do ministro Celso de Mello. Para ele, a reportagem “fragiliza o perfil” de Moro na caminhada rumo a uma vaga do Supremo.
*Com Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Política
Flávio Bolsonaro diz que Dino e a ‘tropa de choque de Lula’ protegeram Moraes
O senador voltou a pedir apoio de candidatos à Casa Alta para aprovação de impeachment de ministros da Corte
- Polícia da Paraíba prende suposto serial killer envolvido em 16 assassinatos em 3 meses Estadão Conteúdo · há 9 horas
- Chuva dá trégua na cidade de SP, mas frio persiste; veja até quando Estadão Conteúdo · há 17 horas
- Mulher de Lito Sousa diz que influenciador recebeu medicamento experimental Estadão Conteúdo · há 22 horas
- Aos 94 anos, Cacique Raoni é diagnosticado com câncer e recebe cuidados paliativos em MT Agência Brasil · há 1 dia