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PEC da Desvinculação não tira foco da reforma da Previdência, diz líder do PSL na Câmara

Líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO) afirmou nesta segunda-feira (11) que a bancada parlamentar do partido ficou “muito animada” com a sinalização dada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que pretende apresentar uma proposta para viabilizar um novo pacto federativo. Para ele, a iniciativa não atrapalhará a aprovação da reforma […]

Rafael Iglesias

Líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO) afirmou nesta segunda-feira (11) que a bancada parlamentar do partido ficou “muito animada” com a sinalização dada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que pretende apresentar uma proposta para viabilizar um novo pacto federativo.

Para ele, a iniciativa não atrapalhará a aprovação da reforma da Previdência. “O pacto federativo é uma demanda importante, mas que não era esperada para este momento. Nos deixou bastante animados com essa sinalização porque vai acabar com essa história do político ficar sempre com o pires na mão”, disse.

Ao falar, Waldir se referiu à proposta de emenda à Constituição (PEC) do Novo Pacto Federativo – que também vem sendo chamada de PEC da Desvinculação. Em entrevista, Guedes afirmou que o governo articula a tramitação de projeto para acabar com as despesas obrigatórias e as vinculações orçamentárias.

De acordo com o ministro, a proposta dará aos políticos 100% do controle sobre orçamentos da União, estados e municípios. A ideia é apresentar proposta ao Senado enquanto a Câmara analisa a Previdência. Questionado sobre se as duas medidas não dividiriam esforços, Waldir afirmou que “não se pode subestimar a capacidade do Congresso”.

“Essa proposta é um tiro de canhão porque mostra que o governo está comprometido com a defesa de um estado liberal e dá um grande protagonismo para o Parlamento. É uma demonstração de confiança no Congresso e não tira o foco da Previdência”, disse.

Para o líder do maior partido da Câmara, as duas propostas – reforma da Previdência e Novo Pacto Federativo – podem ser aprovadas ainda no primeiro semestre deste ano. O líder, no entanto, evitou avaliar a contagem de votos apresentada por Paulo Guedes.

De acordo com o ministro, faltariam apenas 48 deputados federais para se atingir o número mínimo de votos, que são 308 na Câmara. “Eu sou ruim de matemática. Não estou fazendo essa contagem”, afirmou Waldir.

*Com informações do Estadão Conteúdo