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PF desarticula organização que cometia fraudes via aplicativo da Caixa

Grupo atuava cooptando funcionários da empresa e de lotéricas, que recebiam propinas para viabilizar o acesso dos criminosos a contas sociais de terceiros pelo Caixa Tem

Fernando Keller

Prédio da Caixa Econômica Federal
predio_da_caixa_economica_federal_170120182637 Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF), realizou a Operação Farra Brasil 14, com auxílio de órgãos da Caixa Econômica Federal, na manhã desta terça-feira (15), para desmantelar organização criminosa especializada em fraudes por meio do aplicativo Caixa Tem. Conforme revelaram as investigações, o grupo atuava cooptando funcionários da Caixa e de lotéricas, que recebiam propinas para viabilizar o acesso dos criminosos a contas sociais de terceiros pelo Caixa Tem. A maioria das vítimas é beneficiária de programas sociais do governo. As fraudes, porém, atingem também o FGTS e o Seguro-Desemprego de trabalhadores, todos geridos no aplicativo.

Na ação, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, Rio de Janeiro, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Macaé e Rio das Ostras. Além disso, a Justiça Federal impôs medidas cautelares diversas da prisão para 16 investigados. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado, corrupção ativa e passiva, e inserção de dados falsos em sistemas de informação.

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Posicionamento da Caixa

Em nota, a Caixa afirma que atua de forma conjunta com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações voltadas ao combate de fraudes e golpes. O banco frisa que as informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes. A Caixa ressalta ainda que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos, por meio de estratégia e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes, além da disposição de tecnologias e equipes especializadas para proteção dos seus processos e canais de atendimento.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Dias

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