PF diz que Lula não será enquadrado na Lei de Segurança Nacional
A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (18) ter concluído que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cometeu crime previsto na Lei de Segurança Nacional (LSN) na investigação a respeito de declarações públicas em que o petista chama o presidente Jair Bolsonaro de “miliciano”.
A PF disse já ter encaminhado um relatório da investigação à Justiça. “Resta demonstrado a inexistência de qualquer conduta praticada, por parte do investigado, que configure crime previsto na Lei de Segurança Nacional”, disse a nota oficial do departamento.
O órgão subordinado ao ministério da Justiça e da Segurança Pública afirmou que o ministro Sergio Moro não “orientou ou determinou” que Lula fosse enquadrado na LSN, uma lei sancionada em 1983, durante a ditadura militar.
“A solicitação, recebida pela PF, se restringia ao pedido de apuração de declarações que poderiam caracterizar, em tese, crime contra a honra do atual senhor presidente da República”, declarou a PF.
Mais cedo, o ministério disse que Moro determinou a abertura do inquérito com base em suspeita de crime de calúnia, previsto no Código Penal e na Lei de Segurança Nacional. Segundo a pasta, Lula disse que o Bolsonaro era “chefe de milícia”.
A PF confirmou que o petista foi interrogado na manhã desta quarta, em Brasília. À tarde, o órgão havia dito que “não se pronuncia sobre depoimentos ou investigações”.
* Com informações do Estadão Conteúdio
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