Rio de Janeiro vai retomar internação compulsória de dependentes químicos, anuncia Eduardo Paes
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), declarou nesta terça-feira, 21, que o governo está preparando uma proposta para retomar a medida de internação compulsória de usuários de crack e outras drogas. Com a medida, dependentes químicos poderão ser encaminhados para um hospital mental, asilo psiquiátrico ou enfermaria mesmo contra a sua vontade ou sob os seus protestos. “Já determinei ao Secretário Daniel Soranz que prepare proposta para que possamos implantar no Rio a internação compulsória de usuários de drogas. Não é mais admissível que diferentes áreas de nossa cidade fiquem com pessoas nas ruas que não aceitam qualquer tipo de acolhimento e que mesmo abordadas em diferentes oportunidades pelas equipes da prefeitura e autoridades policiais, acabem cometendo crimes. Não podemos generalizar mas as amarras impostas às autoridades públicas para combater o caos que vemos nas ruas da cidade, demanda instrumentos efetivos para se evitar que essa rotina prossiga”, escreveu o prefeito do Rio de Janeiro nas redes sociais.
Paes já havia implementado a medida durante sua primeira gestão como prefeito, entre 2009 e 2012, contudo a iniciativa foi suspensa após uma forte onda de críticas por parte da população e por especialistas da área da saúde pública. Na capital fluminense a quantidade de dependentes químicos tem aumentado e boa parte deles vivem nas ruas. Questões legais têm sido avaliadas para que as internações voltem a ser adotadas. Atualmente, um dos pontos considerados mais críticos pelo município está na Avenida Brasil. Em 2019, o então prefeito Marcelo Crivella publicou um decreto estabelecendo que dependentes químicos podem ser internados por até 90 dias para desintoxicação. Ele argumentou que a medida seria adotada nos casos mais graves. No mesmo período, o ex-presidente Jair Bolsonaro havia sancionado uma lei que permite a internação forçada de usuários de drogas sem a necessidade de autorização da Justiça. Pela regra em funcionamento até então, familiares, representantes legais ou profissionais responsáveis pela condução da terapia poderiam determinar o fim do tratamento. Agora, a liberação da internação involuntária somente poderá ser autorizada pelo médico.
[jp-related-posts ids=”1493050,1463024″]
Assuntos
continue lendo
Brasil
Polícia da Paraíba prende suposto serial killer envolvido em 16 assassinatos em 3 meses
Jorlan Alves da Silva foi preso enquanto tentava fugir do município, vestido de mulher e com uma criança no colo
- Chuva dá trégua na cidade de SP, mas frio persiste; veja até quando Estadão Conteúdo · há 19 horas
- Mulher de Lito Sousa diz que influenciador recebeu medicamento experimental Estadão Conteúdo · há 1 dia
- Aos 94 anos, Cacique Raoni é diagnosticado com câncer e recebe cuidados paliativos em MT Agência Brasil · há 1 dia
- Brasileira de 26 anos desaparece após colisão entre barcos em Veneza; marido morreu Estadão Conteúdo · há 1 dia