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Beatriz Manfredini

Otimista com pesquisas, campanha de Flávio aposta em congelamento da disputa com Lula

Aliados entendem que manter empate até segundo turno pode ser vantajoso para o senador

Beatriz Manfredini

O senador e candidato presidencial de direita do Brasil, Flávio Bolsonaro, e seu candidato a vice, o deputado Alfredo Gaspar, acenam durante um comício na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 16 de agosto de 2026
O senador e candidato presidencial de direita do Brasil, Flávio Bolsonaro, e seu candidato a vice, o deputado Alfredo Gaspar, acenam durante um comício na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 16 de agosto de 2026 MAURO PIMENTEL / AFP

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) está otimista com a divulgação das próximas pesquisas eleitorais. Nos levantamentos internos, os chamados trackings, o candidato tem aparecido tecnicamente empatado com o presidente Lula (PT) em simulações de segundo turno, o que tem empolgado aliados.

A avaliação dentro da equipe é que o resultado pode representar mais do que uma fotografia do momento. Auxiliares entendem que, diante do avanço de Flávio e de uma leve queda de Lula, a disputa pode entrar em uma espécie de “congelamento” até a segunda etapa da eleição.

O cenário é considerado positivo, inclusive, se permanecer estável até o segundo turno. A expectativa é que Flávio chegue à reta final sem que Lula consiga abrir uma nova vantagem significativa. A análise também considera o período de turbulências enfrentado pela pré-campanha do próprio senador. Flávio passou por uma sequência de crises e o entendimento é que, durante boa parte dos últimos meses, a equipe precisou concentrar esforços na administração dos desgastes.

Nesse contexto, o chamado “congelamento” da disputa é tratado como um respiro pela equipe. A ideia é aproveitar um eventual período de estabilidade para manter uma comunicação mais previsível e evitar que novas crises alterem o cenário eleitoral.

Após os desdobramentos envolvendo Lulinha e Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, respingando na campanha de Lula, integrantes da equipe de Flávio entendem que há mais espaço para controlar a narrativa e apresentar uma agenda própria.

Além disso, aliados de Flávio Bolsonaro trabalham, ainda, com a perspectiva de que, em um eventual segundo turno, o senador receba o apoio de uma parcela significativa dos candidatos da direita que disputarem a Presidência no primeiro turno. A avaliação interna é de que essa convergência pode ampliar a votação de Flávio na etapa decisiva.

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