Um ano após último post, Bolsonaro volta ao centro do debate com carta e tarifaço
Há exatamente um ano, Jair Bolsonaro (PL) publicava pela última vez em suas redes sociais. Horas depois, entrava em vigor a proibição determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Aquele post final, também divulgado em um 17 de julho, reunia ingredientes que reaparecem 12 meses adiante: um texto em tom de manifesto e o americano Donald Trump.
Naquele vídeo de julho de 2025, o ex-mandatário narrava uma aproximação do republicano e se dizia vítima de perseguição. Segundo Bolsonaro, Trump teria demonstrado descontentamento com o julgamento em curso no Brasil e reagido com a imposição de tarifas comerciais ao país.
Doze meses adiante, mesmo silenciado nas plataformas digitais, o ex-chefe do Executivo virou centro de nova polêmica. Motivo: um manuscrito em que manifesta apoio ao projeto eleitoral do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os advogados alegam que o documento, batizado de “carta aos brasileiros”, tinha caráter privado e jamais deveria circular. O papel, porém, acabou sendo publicado pelo próprio parlamentar em seus perfis.
O aniversário da proibição chega junto com mais uma ofensiva comercial de Washington. A Casa Branca anunciou sobretaxa de 25% sobre uma lista de itens exportados pelo Brasil. O Planalto sinaliza disposição para negociar, sem descartar retaliação equivalente.
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