24 horas de reflexão: qual rumo os jogadores querem para o São Paulo?
A vitória deste domingo contra o Corinthians no clássico foi inegavelmente importante para o São Paulo. Mais três pontos e o time segue buscando uma vaga no G4. Mas o desempenho do time durante o jogo foi bem fraco. O time Tricolor além de errar mais passes do que o habitual, teve um grande nervosismo nos domínios e fez com que o Corinthians no primeiro tempo pudesse não sofrer nada.
O primeiro gol vem de pênalti e na marcação, Fágner que já estava amarelado (que novidade, não?), foi bem expulso. Com Lucas, como deve ser, cobrando muito bem, o São Paulo abriu o placar no final da primeira etapa.
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Entretanto, a superioridade numérica não fez o São Paulo necessariamente dominar o jogo. Quando André Ramalho abriu o braço e deu uma cotovelada em Luciano, recebeu o vermelho direto e desfalcou ainda mais o Corinthians e adivinhem… o São Paulo continuou sem conseguir se impor.
O segundo gol Tricolor saiu em mais uma bola parada. Ótimo cruzamento de Rato e ótimo cabeceio do melhor zagueiro tricolor desde que chegou. Ninguém foi mais letal e necessário que o bom Arboleda. Nesta temporada, Alan Franco foi melhor na zaga (talvez melhor que todo o restante do time), mas isso não invalida o bom zagueiro equatoriano.
O problema é que a zaga tricolor mesmo com dois a mais conseguiu tomar pressão e um gol do Corinthians, dos pés de um dos jogadores que mais divide opiniões do lado de Itaquera. Yuri Alberto parece que gosta de incomodar o São Paulo.
O terceiro nasce numa jogada em que, sinceramente, era obrigação balançar as redes, mas parece que ninguém mais queria nada com nada. Num ritmo “tataruguesco”, André Silva recebeu um belo passe de Ferraresi e colocou o último prego no caixão do clássico.
A vitória é incontestavelmente boa, mas o placar é enganoso na visão de desempenho. O São Paulo pode (e deve) ser melhor, até pelo fato de que o time já apresentou um futebol melhor e engatou uma boa sequência. Capacidade o time tem.
Essa segunda de folga deveria servir para cada jogador do elenco refletir sobre o desempenho dentro de campo e quais os reais objetivos que eles têm com o São Paulo. Estar na próxima Libertadores, na visão do torcedor, é obrigação. Resta saber se os jogadores entenderam isso.
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