JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Três em Um | 16h00 - 18h00
Livres

Fugindo dos extremos por meio do liberalismo

Rafael Resende reflete sobre os perigos da polarização política e propõe o liberalismo como caminho para o equilíbrio

Felipe Cerqueira

Fotomontagem com Bolsonaro e Lula de perfil
Bolsonaro e Lula EVARISTO SA/AFP

O Brasil enfrenta um dos momentos mais desafiadores de sua história política, marcado pela acentuada polarização entre os campos da “direita” e da “esquerda”. Nesse cenário, as divisões se tornaram tão intensas que, ao criticar o governo de Lula, muitos são imediatamente rotulados pela extrema-esquerda como “fascistas”, enquanto críticas ao governo Bolsonaro são igualmente classificadas pela extrema-direita de forma pejorativa.

Esse cenário revela, contudo, uma lacuna fundamental: a maioria das pessoas, infelizmente, não compreende as ideologias que rotulam seus opositores, como o fascismo e o comunismo. Em meio a essa dicotomia, surge a dúvida: como se posicionar de forma equilibrada? Em 2022, muitos brasileiros, como o autor deste texto, adotaram a hashtag “#NemBolsonaroNemLula”, simbolizando o desejo de escapar das opções polarizadas. Até 2016, o autor era considerado um defensor da direita, principalmente por apoiar o modelo liberal de economia. No entanto, foi nesse mesmo ano que ele conheceu o movimento “Livres”, passando a se aprofundar nas ideias do liberalismo.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

A associação Livres trouxe uma lição valiosa: adotar uma posição rígida, seja à direita ou à esquerda, pode restringir o pensamento crítico e até o senso de justiça. A disputa entre esses dois pólos se transformou em uma espécie de “Fla x Flu”, com cada lado defendendo seu político de estimação de maneira apaixonada. Essa reflexão se mostrou decisiva na trajetória do autor como consultor em gestão pública e é igualmente importante para qualquer área profissional, além de ser essencial para o exercício da cidadania.

A estratégia de “dividir para conquistar”, usada por figuras históricas como Júlio César, Filipe II da Macedônia e Napoleão Bonaparte, continua viva no Brasil contemporâneo. A polarização entre direita e esquerda, ou entre bolsonarismo e lulopetismo, se retroalimenta, mantendo ambos os lados em constante ascensão. Enquanto isso, temas essenciais para o progresso do país são muitas vezes negligenciados em favor de disputas ideológicas vazias.

O liberalismo, no entanto, propõe uma abordagem alternativa, baseada no equilíbrio entre responsabilidade fiscal e social. Essa perspectiva permite reconhecer o valor de propostas que venham tanto da direita quanto da esquerda, sem que isso comprometa o pensamento crítico e a busca por soluções práticas. A chave para superar a polarização é o diálogo. Só por meio de uma troca respeitosa de ideias, com foco na construção de consensos, será possível avançar na construção do Brasil. 

*Rafael Resende é empreendedor, consultor em Gestão Pública e Ciências Políticas, e líder Livres

Esta publicação é uma parceria da Jovem Pan com o Livres
O Livres é uma associação civil sem fins lucrativos que reúne ativistas e acadêmicos liberais comprometidos com políticas públicas pela ampliação da liberdade de escolha

[jp-related-posts ids=”1805379″]