A Copa de 1970 começava há 55 anos e é lembrada até hoje pelo tri da seleção
A revista Manchete exaltava o início da IX Copa do Mundo, em 31 de maio de 1970, um domingo: “Foi uma festa de requinte latino, no cenário do imponente Estádio Azteca, totalmente lotado. Há dois anos, os mexicanos já tinham conquistado o mundo com sua inigualável cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. (…) Quando a banda da Marinha despontou no grande portão do estádio, exatamente às 11 horas, do dia 31 de maio de 1970, o espírito de Copa reinava. A cerimônia foi transmitida para o mundo inteiro pela televisão, por meio de satélites artificiais. Foi uma grande vitória para o futebol, porque foi a maior propaganda que já se fez dele.”
O presidente do México, Gustavo Díaz Ordaz, que entregaria a taça de campeão para o capitão Carlos Alberto Torres, em 21 de junho, declarou a Copa oficialmente aberta e deu o pontapé inicial. Até mesmo o papa Paulo VI mandou mensagem aos torcedores de todo o planeta: “Nesta época de tantos conflitos e divisões em todo mundo, é desejo da Santa Sé que, neste acontecimento de que o México é anfitrião, exista harmonia e paz. Ao mesmo tempo faço um apelo, não somente aos 16 países aqui representados como também a toda a humanidade, para que, acima de todas as diferentes políticas, ideológicas e raciais, exista união e terminem os graves problemas que afligem o mundo”.
O Azteca recebeu naquele dia 108 mil torcedores. Apesar da festa fora das quatro linhas, dentro de campo México e União Soviética decepcionaram. Debaixo de um calor de mais de 30 graus, as duas seleções não balançaram as redes. O mau futebol apresentado na estreia felizmente não foi o praticado ao longo dos 20 dias seguintes.
A Copa de 1970 é considerada até hoje a melhor da história. Foi esse o resultado de uma pesquisa feita nos anos 2000 pela revista World Soccer, do Reino Unido. O mesmo levantamento apontou a seleção do tricampeonato como a melhor da história e a partida da semifinal, entre Itália e Alemanha (4×3), como o jogo do século 20!
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Compartilho no “Memória da Pan”, um disco comemorativo da Copa de 1970 com narrações de Joseval Peixoto (Jovem Pan), Pedro Luiz (Nacional-SP) e Fiori Gigliotti (Bandeirantes).
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