Seleção faz primeiro tempo pífio, mas tem lampejo de bom futebol na segunda etapa e vence a Austrália por 4 a 2
O segundo jogo do novo ciclo de Ancelotti na seleção, contra a Austrália, só não deixou a desejar por causa da boa apresentação na etapa final. A equipe fez um primeiro tempo sofrível, apesar da superioridade técnica em relação ao adversário. Depois do 1 a 1, em Townsville, na semana passada, o treinador promoveu sete modificações para o duelo desta terça-feira (29), em Brisbane.
O começo foi bom, com posse de bola e pressão sobre o adversário. Vanderson, do Mônaco, abriu o placar aos dois minutos, mas o Brasil não soube aproveitar o momento e, por incrível que pareça, tomou a virada em apenas quatro minutos. Alessandro Circati, aos 29, e Connor Metcalfe, aos 33, colocaram os australianos na frente. Na marca dos 44, Raphinha, de pênalti, deixou tudo igual em um primeiro tempo decepcionante.
Depois do intervalo, Ancelotti tirou Rafinha para colocar Endrick, enquanto Estêvão entrou no lugar de Rayan. A seleção melhorou e mostrou um bom futebol com toque de bola e saídas rápidas. Aos 23, a torcida acompanhou a melhor jogada da partida. Vinicius Jr. cruzou da esquerda, Endrick tocou para Bruno Guimarães que fez o terceiro, em uma nova virada no placar. Aos 34, Vini fez 4 a 2 ao converter uma penalidade. Ainda é um lampejo, teve sofrimento, mas a configuração da equipe no segundo tempo pode indicar um caminho para a sequência do trabalho de Ancelotti.
Veja a escalação e as modificações promovidas pelo treinador: Otávio; Vanderson (Matheuzinho), Jair Cunha (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Danilo (Breno Bidon), Bruno Guimarães (Martinelli) e Gabriel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Júnior (Samuel Lino).
O próximo e último amistoso da seleção brasileira na data Fifa será diante da Índia, no sábado, às 11h (horário de Brasília), em Calcutá, no Salt Lake Stadium.
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Thiago Uberreich
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