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Victoria Abel

Aliados de Motta afirmam que presidente da Câmara deve trabalhar por redução de penas, inclusive para Bolsonaro

Líderes de centro esperam semana de novas obstruções e pressão por anistia após julgamento de Bolsonaro

Victoria Abel

Após dois dias de obstrução protagonizada pela oposição na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Hugo Motta (c), retoma a cadeira para abrir a sessão plenária
Motta retoma cadeira na Câmara: 'País deve estar em primeiro lugar e não projetos pessoais' Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Mesmo sob pressão de deputados do PL por uma anistia ampla e geral, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, deve seguir um texto mais restrito, defendido por líderes de centro, e também pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O formato diminuiria as penas de preso e condenados por tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, mas não os perdoaria por completo. A proposta, de acordo com aliados de Motta, poderia incluir Jair Bolsonaro, já que dificilmente um texto poderia separar nominalmente os beneficiados.

O PL vem defendendo um projeto amplo e geral, que tornaria, inclusive, o ex-presidente Jair Bolsonaro elegível novamente. Líderes de partidos de centro e aliados de Hugo Motta já esperam que a próxima semana na Casa seja de agitação política e pressão de parlamentares da oposição para que avance o projeto de anistia.

De acordo com lideranças próximas ao presidente, novas obstruções ao trabalho do plenário já são esperadas, mas em proporção menor do que o motim feito sob comando do PL, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro teve a prisão domiciliar decretada.

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Para aliados de Motta, o impedimento físico das sessões não deve ocorrer, porque os deputados envolvidos no último motim já estão sob investigação e possibilidade de serem punidos pela Corregedoria da Casa, além do Conselho de Ética. Ao menos 14 deputados estão representados por impedir o presidente de iniciar a sessão, com enfrentamento verbal ou físico a Hugo Motta. São eles: Sóstenes Cavalcante, Nikolas Ferreira, Luciano Zucco, Caroline de Toni, Marco Feliciano, Domingos Sávio, Zé Trovão, Bia Kicis, Carlos Jordy, Paulo Bilynskyj, Marcos Polon e Julia Zanatta, todos do PL, Allan Garcês, do PP, e Marcel Van Hattem, do Partido Novo.

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