JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Morning Show | 10h00 - 12h00
Economia

Desemprego cai para 5,4% no trimestre encerrado em junho, diz IBGE

Número de desempregados recuou para 5,9 milhões, enquanto total de pessoas ocupadas chegou a 103,1 milhões

Nícolas Robert

Carteira de Trabalho -desemprego
Desemprego cai para 5,4% no trimestre encerrado em junho, diz IBGE Divulgação / Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice caiu em relação aos 6,1% registrados no trimestre anterior e também ficou abaixo dos 5,8% verificados no mesmo período do ano passado.

Com a queda da taxa, o país passou a ter 5,9 milhões de pessoas desempregadas. São 718 mil pessoas a menos do que no trimestre encerrado em março, uma redução de 10,9%. Na comparação com o mesmo período de 2025, o contingente diminuiu em 392 mil pessoas.

Já o número de pessoas ocupadas chegou a 103,1 milhões, alta de 1,1% em relação ao trimestre anterior. Isso representa um aumento de 1,081 milhão de trabalhadores. Na comparação anual, o total de ocupados cresceu em 742 mil pessoas.

O nível de ocupação, que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada, ficou em 58,8%, acima dos 58,2% registrados no trimestre anterior.

Taxa de subutilização caiu

Outro indicador que apresentou queda foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que reúne desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas que poderiam trabalhar, mas não procuram emprego. O índice caiu para 12,9%, ante 14,3% no trimestre anterior e 14,4% um ano antes. Ao todo, 14,7 milhões de pessoas estavam nessa condição.

O número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar trabalho por acreditarem que não conseguiriam uma vaga — foi estimado em 2,3 milhões. O total caiu 14,7% em relação ao trimestre anterior e 17% na comparação com o mesmo período de 2025.

Entre as formas de ocupação, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu estável em 39,4 milhões. Já o total de empregados sem carteira assinada subiu 2,2% e chegou a 13,6 milhões. No setor público, o número de trabalhadores cresceu 2,6%, alcançando 13 milhões.

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior e teve alta de 2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. A massa de rendimentos somou R$ 380,3 bilhões, também estável na comparação trimestral e 3,6% maior do que há um ano.

Na comparação com o trimestre anterior, os maiores avanços no número de ocupados foram registrados nos setores de transporte, armazenagem e correio e de administração pública, educação, saúde e serviços sociais. Em relação ao mesmo período de 2025, o IBGE também registrou queda no número de trabalhadores em serviços domésticos.

Assuntos