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Economia

Bolsa bate recorde e dólar cai a R$ 5 após vantagem de Flávio sobre Lula no 1º turno das eleições

Perto das 15h15, o índice subia 9,05%, aos 209.508 pontos; moeda norte-americana teve queda superior a 4%

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Flávio Bolsonaro e Lula
Flávio Bolsonaro e Lula MAURO PIMENTEL / AFP e Ricardo Stuckert

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, bateu recorde em alta nesta segunda-feira (5) com avanço de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, nova máxima histórica, nominal e real (considerando a inflação). O pico anterior foi batido em 14 de abril de 2026, ao fechar em 198.657,33 pontos.

Perto das 15h15, o índice subia 9,05%, e chegou aos 209.508 pontos. Essa é a primeira vez na história que o índice supera a marca dos 200 mil pontos. O último recorde do índice havia sido em 14 de abril, quando fechou aos 198 mil pontos.

Além de renovar o recorde nominal e real ao romper a faixa dos 200 mil pontos, o índice também teve a maior alta diária desde 24 de março de 2020, quando havia subido 9,69%.

O giro financeiro também foi intenso, superando com folga a média dos pregões, ao bater R$ 79 bilhões (ações do Ibovespa), também um dos maiores da história. No ano, o principal índice da bolsa sobe 28,4%.

No domingo (4) Flávio e Lula concorreram à Presidência do Brasil para os próximos 4 anos. O senador ficou com a vantagem registrando 47,03% dos votos e o atual presidente com 45,16%. O segundo turno acontece no último domingo de outubro, no dia 25.

O Ibovespa funciona como um termômetro do mercado de ações brasileiro, refletindo o desempenho de algumas das principais empresas negociadas na B3.

Queda do dólar

O dólar caiu a R$ 5 com a vantagem do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Executivo que será decidida na próxima e última rodada das eleições 2026.

Após ter descido até R$ 4,95 pela manhã, no pico da euforia com o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, o dólar à vista reduziu as perdas ao longo da tarde e encerrou a sessão a R$ 5,00, ainda assim em queda superior a 4%. Embora outras divisas latino-americanas tenham ganhado terreno, com destaque para os ganhos de quase 2% do peso colombiano e do peso chileno, o real exibiu, com folga, o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas.

Todo o movimento é uma direta resposta ao desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições. Até a última sexta-feira (2) antes da votação, as pesquisas eleitorais apontavam para um crescimento de Flávio, mas não tão visível quanto os números das urnas mostraram.

O candidato saiu à frente do presidente Lula (PT), além dos números do Congresso mostrarem uma consolidação do PL, o que potencialmente indica um alinhamento para aprovação de pautas desenhadas pelo Executivo.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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