Dólar para junho volta a ser cotado em R$ 4 após retaliação da China aos EUA
O dólar futuro de junho voltou a ser cotado em R$ 4,00 na manhã desta segunda-feira (13). A moeda chegou a esse patamar depois que a China anunciou retaliações aos Estados Unidos no âmbito da guerra comercial entre os dois países.
No exterior, a moeda americana avança em relação a divisas de países emergentes exportadores de commodities.
O governo da China anunciou nesta segunda que vai elevar as tarifas a 25% sobre 2.493 produtos importados dos Estados Unidos a partir de 1º de junho. As tarifas devem valer sobre US$ 60 bilhões em produtos americanos.
A medida é uma retaliação ao governo norte-americano. Na última sexta-feira (10) o presidente Donald Trump decidiu aumentar as taxas sobre sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses de 10% para 25%.
O clima geral é negativo diante ainda das ameaças norte-americanas de sobretaxar com alíquota de 25% mais US$ 300 bilhões em produtos chinesas. Apesar desse novo capítulo na novela da guerra comercial, as negociações entre os dois países continuam.
Nos mercados de moedas, a lira turca em queda de mais de 2,00% é o destaque negativo. A moeda turca reage em baixa ante o dólar, após a divulgação de que o país registrou déficit em conta corrente pelo quarto mês consecutivo em março.
O déficit ficou em US$ 589 milhões em março, mas foi menor que o de US$ 4,73 bilhões do mesmo mês de 2018, segundo dados do banco central da Turquia.
Há ainda cautela de investidores com a política local, após ter sido anulada uma eleição municipal vencida pelos oposicionistas em Istambul, o que gerou protestos contra o presidente Recep Tayyip Erdogan.
Às 9h21 desta segunda-feira, o dólar subia 1,24%, aos R$ 3,9942. O dólar futuro para junho estava em alta de 1,09%, aos R$ 4,0005.
Cenário interno
Internamente, as discussões da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara seguem também no radar. O investidor aguarda também a ata do Copom, que sai na terça-feira (14), em busca de mais detalhes sobre o cenário de atividade e de inflação do Banco Central.
Nesta segunda, pela manhã, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reúne-se com o governador de São Paulo, João Doria, na sede do ministério em Brasília.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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