IPCA-15: Alimentação e bebidas têm queda de preço pelo 4º mês consecutivo
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira, 26, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta queda de preços e dois dos nove grupos de produtos e serviços. De acordo com o Instituto, os recuos foram registrados nos setores de Alimentação e Bebidas, com uma redução de 0,31%, e Comunicação, com uma queda de 0,29%. No grupo da alimentação, o recuo foi influenciado pela desaceleração da alimentação no domicílio (-0,52%), com destaque as quedas do leite longa vida (-6,44%), feijão-carioca (-5,31%), ovo de galinha (-5,04%) e das carnes (-0,44%). No lado das altas, o arroz (3,41%) e as frutas (0,71%) subiram de preço. Por outro lado, os demais grupos apresentaram altas de preços. O setor de Transportes teve um aumento de 0,78%, seguido por Habitação, com 0,26%; Educação, com 0,07%; Artigos de Residência, com 0,05%; Despesas Pessoais, com 0,31%; Saúde e Cuidados Pessoais, com 0,28%; e Vestuário, com 0,33%. No geral, o resultado do IPCA-15 em outubro foi influenciado por aumentos de preços em 8 das 11 regiões pesquisadas. A taxa mais baixa foi registrada em Fortaleza, capital do Ceará, com uma queda de 0,28%, enquanto a mais alta foi observada em Goiânia, no Estado de Goiás, com um aumento de 0,63%.
Considerado a prévia da inflação oficial, IPCA-15 ficou em 0,21% em outubro, 0,14 ponto percentual (p.p.) menor que em setembro, quando foi de 0,35%. Como o site da Jovem Pan antecipou, o resultado foi influenciado pela alta nos preços das passagens aéreas, que subiram 23,75% em média e tiveram o maior impacto individual (0,16 p.p.) no índice. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,96%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses é de 5,05%, acima dos 5,00% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2022, a taxa foi de 0,16%. Entre os grupos pesquisados, sete tiveram alta, com a maior variação (0,78%) e o maior impacto registrados por Transportes pelo segundo mês consecutivo. Além da passagem aérea, subitem de maior impacto, o transporte por aplicativo (5,64%) e emplacamento e licença (1,64%) também registraram altas.
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