‘Previsão para o segundo semestre também não é boa’, diz economista sobre queda no PIB
Em entrevista ao Jornal da Manhã nesta quinta (30), o economista Claudio Considera, da Fundação Getulio Vargas (FGV), avaliou que a queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do país foi puxada principalmente pela indústria e pelo setor de serviços e que os próximos resultados também não devem trazer melhoras.
“A indústria já está ruim há algum tempo, e vem caindo em média 1,1%. Isso tem a ver com a queda no setor de construção, que não está conseguindo reagir”, ressalta o economista. “O serviço também está decaído, subiu só 0,2%”
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5%.
Esse foi o primeiro resultado negativo nessa comparação desde o quarto trimestre de 2016, quando o indicador caiu 0,6%. Ele foi puxado ainda pela agricultura, que caiu 0,5% e pela indústria, que recuou 0,7%.
Considera avalia que os resultados da economia para o próximo semestre também não devem melhorar. “Do ano passado para cá, nós tínhamos a previsão de que a economia decolaria, mas a greve dos caminhoneiros derrubou os índices”, disse. “Neste ano, havia a esperança do novo governo, mas a agenda da reforma da Previdência está para no Congresso, o que gera baixas expectativas”.
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