Justiça determina que Belo transfira ao ex-jogador Denilson dinheiro arrecadado com show

Devido a processo que já perdura há anos, cantor teve cinco dias para repassar o que lucrou com apresentação que realizou no Dia dos Namorados no Rio de Janeiro

  • Por Jovem Pan
  • 24/06/2021 12h29 - Atualizado em 24/06/2021 19h27
Reprodução/Instagram/belo/24.06.2021Belo não pode ficar com o dinheiro que arrecadou com o show de Dia dos Namorados

A briga judicial envolvendo o cantor Belo e o ex-jogador de futebol Denilson ganhou um novo capítulo, isso porque o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) terminou no último dia 17 de junho que o artista deveria “promover a transferência dos valores obtidos com a venda dos ingressos referentes a apresentação de nome “Belo in Concert”, conforme consta no processo do qual a Jovem Pan teve acesso. O show feito pelo pagodeiro aconteceu no dia 12 de junho no Espaço Hall, no Rio de Janeiro, em celebração do Dia dos Namorados. Em entrevista ao UOL, o ex-jogador declarou que Belo continua devendo dinheiro a ele: “Não dá é ficar olhando ele fazer a vida normal me devendo milhões”. O desentendimento entre Denilson e o cantor começou porque, em 1999, o ex-jogador assumiu o gerenciamento do grupo Soweto, do qual o pagodeiro fazia parte, mas, no ano seguinte, o cantor decidiu seguir carreira solo. Denilson processou Belo por quebra de contrato e, em 2004, o cantor foi condenado a pagar uma indenização ao ex-atleta, que já chegou a dizer que, considerando juros e correção monetária, a dívida supera R$ 5 milhões.

Por meio de nota, Belo esclareceu que o bloqueio judicial determinado pela Justiça se refere a juros de uma dívida já quitada anteriormente. Além disso, afirmou que a decisão envolve somente a apresentação realizada por meio da turnê “Belo In Concert”. “Os espetáculos ocorreram no Espaço Hall, Zona Oeste do Rio, e, além de servirem de alento aos fãs do artista em meio aos dias atuais, ampararam financeiramente dezenas de profissionais envolvidos na produção e desalentados pela pandemia. O lucro líquido recolhido pela bilheteria não é correspondente ao lucro do artista, como não seria em nenhum evento desse porte”, disse. A defesa do cantor, representada pelo advogado Marcelo Passos, ressaltou, ainda, estar confiante que irá reverter a determinação. “Junto a Passos, estão advogados de outros envolvidos na produção que já comprovaram em juízo que o montante não é somente do cantor e, portanto, não deveria ter sido bloqueado dessa maneira.”

O pagodeiro afirmou, também, que, em relação a Denilson, “não tem mais nada para falar sobre o assunto”, já que a decisão da Justiça “já tem anos”. Sobre a parte em que o jogador acusa Belo de estar “vivendo a vida normal enquanto a ação tramita”, a assessoria de imprensa do artista respondeu: “Quem acompanha o músico nas redes sociais sabe que ele, na verdade, tem um padrão de vida caseiro e familiar. Isso porque ao longo de trinta anos de carreira, Belo sempre foi e continuará sendo um sujeito semelhante a todos os brasileiros que, em meio a dificuldades, correm o risco de encontrar obstáculos e precisar resolver pendências pelo caminho. E Belo, assim como todos os brasileiros, tem direito a uma ‘vida normal’ enquanto as soluciona, sem ser diminuído por isso.”